Mais de 700 pessoas são resgatadas quando tentavam cruzar o Mediterrâneo

Migração ilegal para a Europa em embarcações originárias da costa africana ainda é responsável pelos altos índices de morte e desaparecimento de pessoas de todas as idades

foto: SOS MedFrance

No fim de semana passado, mais de 700 pessoas foram salvas por barcos de resgate quando tentavam cruzar o Mar Mediterrâneo rumo à Europa. A maioria das pessoas foi recolhida perto das costas da Líbia e de Malta, de acordo com a rede Voice of America (VOA).

A ONG SOS Mediterranee, que atuou no resgate, disse que sua embarcação, o Ocean Viking, realizou seis operações de resgate em águas internacionais desde sábado. No total, chegou a ter 555 passageiros a bordo, incluindo ao menos 28 mulheres, duas delas grávidas.

A entidade informou, por meio de sua conta no Twitter, que em apenas uma ação resgatou “106 pessoas em perigo em um barco de madeira sobrecarregado, em águas internacionais, ao largo de Malta. O mais jovem sobrevivente desta operação tem apenas 3 meses de idade”.

Tragédia recorrente

Após as tragédias recentes, já passa de mil o número de mortes no Mediterrâneo neste ano. A rota mais perigosa, que concentra cerca de 9% das mortes, é entre a Líbia e a Itália ou Malta. A OIM (Organização Internacional para Migrações) explica que tem aumentado o número de barcos que fazem essa rota.

Na última semana, após o desaparecimento de ao menos 57 pessoas num naufrágio, a OIM fez um novo apelo por melhores práticas e governança na área da migração e cobrou mais solidariedade dos países da União Europeia, para que exista um trato mais humano, claro e seguro sobre essa questão, com a meta de salvar vidas. 

Segundo Celine Schmitt, porta-voz da operação francesa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), é preciso compartilhar as novas chegadas entre todos os países europeus, em vez de concentrar o problema apenas nas nações banhadas pelo Mediterrâneo.

“Se olharmos para o Mediterrâneo central, no ano passado, havia menos de 50 mil pessoas que chegaram”, disse ela. “É totalmente administrável para a população europeia”.

Fonte: A Referência

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