OMS recomenda Regeneron, novo medicamento contra a COVID-19

Um painel da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomentou oficialmente um terceiro tratamento contra o coronavírus: o Regeneron, um remédio à base de anticorpos sintéticos, indicado particularmente para idosos e pessoas com problemas imunológicos.

Reprodução

As pesquisas em torno de alternativas para combater o coronavírus identificaram um novo aliado: o Regeneron, um tratamento à base de anticorpos sintéticos que já recebeu autorização de uso de emergência nos Estados Unidos. Por ora, a Europa está revisando a terapia, enquanto a Grã-Bretanha já a aprovou no mês passado.

Prescrito para pacientes “com sintomas não severos da COVID-19 e alto risco de hospitalização”, como é o caso dos idosos com problemas de imunodeficiência, que sofrem de câncer ou acabam de se submeter a um transplante, por exemplo, o medicamento é a nova aposta para o enfrentamento da atual pandemia.

A decisão dos especialistas da OMS foi publicada na revista médica The British Medical Journal (BMJ). O ex-presidente norte-americano Donald Trump recebeu esse tratamento ainda em fase experimental, quando seu teste para a COVID-19 deu positivo, entre setembro e outubro de 2020, e se recuperou da doença sem sequelas.

A QUEM SE DESTINA

O Regeneron é recomendado também para pacientes que apresentam “um quadro severo ou crítico e que são soronegativos, ou seja, que não desenvolveram sua própria resposta em anticorpos” à infecção. “Para todos os outros tipos de pacientes com COVID-19, é pouco provável que os benefícios apontados por este tratamento de anticorpos sejam significativos”, explicou a The BMJ em comunicado.

Concebido pela empresa de biotecnologia Regeneron, o medicamento é comercializado com o nome Ronapreve pela Roche. Ele combina dois anticorpos, chamados “monoclonais”, fabricados em laboratório, que imitam anticorpos naturais produzidos pelo corpo humano para combater infecções. Injetados por via intravenosa, ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

As pesquisas mais recentes mostram que o Ronapreve reduz o risco de internação e a duração dos sintomas nos pacientes mais propensos à hospitalização e aos casos severos. Um estudo britânico também mostrou que os anticorpos “provavelmente” reduzem o risco de morte e de intubação.

ALTOS CUSTOS

Nos últimos meses, as ONGs vêm denunciando o preço do produto, avaliado em 1.700 euros a dose (cerca de R$ 12 mil). Este é o terceiro tratamento contra a COVID-19 indicado pela OMS.

Como o produto tem custo elevado e pouca disponibilidade, a OMS negocia com a Roche para reduzir os preços e distribuir o tratamento de forma equitativa em todo o mundo, especialmente para países de renda média e baixa, pedido que ecoou também por meio da entidade francesa de assistência Médicos sem Fronteiras.

A agência também pediu às empresas que transferissem tecnologia para ajudar na fabricação de biossimilares.

O painel da OMS afirmou que, dados os benefícios registrados da terapia, “as recomendações devem fornecer um estímulo para envolver todos os mecanismos possíveis para melhorar o acesso global à intervenção e testes associados.”

Fontes: RFI Brasil e Reuters

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