
Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia, pediu desculpas a todos que possam ter se sentido ofendidos pela cerimônia religiosa realizada em sua posse, em 7 de agosto.
Em discurso transmitido no domingo, 30 de agosto, o presidente cumpriu ordem de um juiz de Bogotá que, no dia 26, o condenara por ter “violado a neutralidade religiosa do Estado no ato oficial de sua posse”.
O juiz também exigiu que ele declarasse “que se absterá de condutas que revelem sua filiação à Igreja Católica ou a qualquer outro credo específico”.
“Embora me identifique como católico, respeito a separação entre Igreja e Estado e garantirei, no âmbito das minhas funções, as liberdades e os direitos de todos os colombianos, sem distinção, inclusive a liberdade de professar qualquer religião ou de não professar nenhuma, assim como a Constituição protege o meu direito de professar livremente a minha própria religião, tanto em público quanto em privado”, disse o presidente.
Ele afirmou que, se o ato de louvor durante a posse “pudesse ter causado desconforto ou ofendido alguém, na minha qualidade de chefe de Estado, apresento minhas desculpas”.
Na cerimônia de posse presidencial, realizada em Cali, havia uma imagem de Nossa Senhora de Fátima e aconteceu um momento de louvor e oração inter-religiosa, com a participação de um padre católico, um rabino e um pastor evangélico.
Dom Francisco Javier Múnera Correa, Arcebispo de Cartagena e Presidente da Conferência Episcopal Colombiana, transmitiu ao presidente os anseios da população por unidade, reconciliação, paz, esperança e uma sociedade em que “ninguém se sinta excluído ou discriminado”.
Fontes: ACI Digital, O Globo e O Padre Pio




