Unicef incentiva ‘autonomia sexual’ infantojuvenil

Órgão das Nações Unidas modifica indicadores de seus programas de trabalho e foca questões de cunho sexual voltadas para crianças e adolescentes, sem o conhecimento dos país, o que tem gerado controvérsias em vários países.

Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou uma nova “estrutura de resultados” para acompanhar o andamento do seu trabalho de forma geral. A iniciativa inclui três indicadores de “saúde sexual e reprodutiva”, que medem a capacidade de crianças e adolescentes de tomar decisões sobre esses assuntos sem o consentimento dos pais.

Incluir saúde e informação sexual para o público infantojuvenil ao trabalho do Unicef aumentaria consideravelmente a disponibilidade de fundos e recursos humanos para as agências da ONU que promovem sua controversa agenda no que diz respeito à saúde e à reprodução.

Novos indicadores

O documento interno do Unicef, lançado no mês passado, é parte de um trabalho em curso do comitê executivo da instituição para adotar um novo plano estratégico, que inclui uma detalhada combinação de indicadores para planejar e quantificar as metas da agência.

Os novos indicadores mediriam a capacidade dos adolescentes de tomar decisões autônomas sobre a sua sexualidade e a presença de serviços de educação sexual e de saúde para as crianças nas escolas.

Objetivos

Sob o novo plano, o Unicef passaria a mensurar a “proporção de mulheres com idade entre 15 e 19 anos de tomar suas próprias decisões sobre as suas relações sexuais, uso de contraceptivos e serviços de saúde reprodutiva”, bem como o “número de países que oferecem prioridades [no atendimento] de saúde aos adolescentes, incluindo a saúde sexual e reprodutiva, nos serviços básicos de saúde, nas escolas ou nas plataformas digitais”.

Ambos os indicadores já são adotados por outros organismos das Nações Unidas, como o ONU Mulheres (entidade que luta pela igualdade de gênero e pelo empoderamento feminino) e o ONU Fundo Populacional (agência que tem por objetivo implementar políticas reprodutivas e de saúde materna), que olham para a presença da “educação sexual completa” no programa escolar como medida de progresso.

Essas agências atualmente estão promovendo o desenvolvimento de aplicativos para oferecer educação sexual diretamente às crianças e adolescentes em seus dispositivos digitais (como celulares e tablets), de forma tão confidencial que minaria a supervisão parental desse âmbito tão importante de suas vidas.

Nova estrutura

A nova estrutura do Unicef também adiciona um indicador para “intervenções em saúde infantil, reprodutiva, materna e neonatal”. Este indicador foi desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para adicionar “saúde reprodutiva” como parte do que é considerado serviços essenciais de saúde sobre a cobertura de saúde universal, um foco crescente de políticas globais de saúde.

O componente de saúde reprodutiva do indicador é medido pela OMS atendendo à “necessidade de planejamento familiar obtido com métodos modernos”. Este indicador também duplica o trabalho do ONU Fundo Populacional que promove o uso de contraceptivos em mulheres que não querem usar anticoncepcionais por questões de saúde, religiosas ou outras.

É a primeira vez em sua história que o Unicef inclui saúde reprodutiva e sexual em seu plano de ação estratégica, o que, mediante sua nova estrutura de resultados, demonstra a real intenção de atuação da entidade.

Entre as delegações do conselho executivo do Unicef que tradicionalmente se opõem às políticas sociais controversos são Djibuti e Camarões, na África, e Paquistão, Bangladesh e Rússia, na Ásia.

Fonte: Zenit

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