
A Arquidiocese de São Paulo realizará, em setembro, uma etapa importante do caminho de elaboração de seu novo Plano Arquidiocesano de Pastoral: a Assembleia Arquidiocesana, que na maioria dos decanatos acontecerá no sábado, 12, reunindo ministros ordenados, religiosos e leigos para o estudo das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) e a reflexão sobre suas implicações para a realidade pastoral da metrópole.
Inicialmente prevista como Assembleia Arquidiocesana Regional, a atividade será realizada de forma descentralizada nos decanatos, por decisão do Arcebispo, dos Bispos Auxiliares e da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral. A proposta é favorecer maior participação e possibilitar que o estudo das DGAE dialogue diretamente com a realidade das paróquias e comunidades.
O encontro integra o processo de elaboração do Plano Arquidiocesano de Pastoral, que tem como referências as diretrizes e propostas do 1º Sínodo Arquidiocesano (2017-2023), o caminho sinodal vivenciado pela Igreja universal e as novas DGAE. Em 2026, a Arquidiocese vive um tempo de consolidação da renovação pastoral, após a reorganização de sua ação nos eixos do Anúncio, da Santificação e do Testemunho da Caridade.
Na Assembleia Arquidiocesana de novembro de 2025, o Cardeal Odilo Pedro Scherer indicou como desafio “passar dos bons propósitos às boas práticas”, ressaltando a necessidade de uma evangelização missionária atenta à realidade da metrópole. O Arcebispo recordou que “toda a nossa organização pastoral está em função da missão” e apontou, entre os sinais positivos, o crescente número de adultos que procuram os sacramentos da Iniciação à Vida Cristã e de pessoas que retomam sua participação na Igreja.
A assembleia de setembro, portanto, não pretende limitar-se ao conhecimento das novas DGAE, mas refletir sobre como suas orientações podem ser acolhidas e traduzidas em práticas pastorais concretas, em sintonia com o caminho sinodal e os desafios da evangelização em São Paulo.
PARTICIPAÇÃO E CORRESPONSABILIDADE

Luciney Martins/O SÃO PAULO
São convocados todos os párocos, administradores paroquiais e vigários das paróquias de cada decanato, assim como os diáconos que nelas exercem seu ministério. Também participarão um representante das novas comunidades, uma representante das religiosas e, por paróquia, um representante leigo de cada uma das comissões de Anúncio, Santificação e Testemunho da Caridade, além de um representante do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP). A composição busca expressar a corresponsabilidade entre ministros ordenados e leigos e a diversidade dos serviços pastorais.
Em vigor desde janeiro de 2024, os decanatos substituíram os antigos setores pastorais. Eles reúnem, em cada região episcopal, determinado número de paróquias e as organizações eclesiais e pastorais nelas compreendidas, favorecendo sua articulação e ação conjunta.
A assembleia começará com um momento de oração, seguido de uma exposição sobre as novas DGAE, seus fundamentos, objetivos e principais orientações para a ação evangelizadora. A apresentação será conduzida, preferencialmente, por um presbítero do próprio decanato ou pelo decano, a partir de material preparado para subsidiar os encontros.
DAS DIRETRIZES À REALIDADE DOS DECANATOS

O centro dos trabalhos será a reflexão sobre as três conversões pastorais propostas pelas novas DGAE: dos vínculos, dos processos e das relações. Divididos em três grupos, os participantes deverão identificar, em cada uma dessas dimensões, quais são as conversões mais urgentes na realidade do próprio decanato.
Ao final, cada grupo apresentará uma síntese objetiva, com as prioridades e os encaminhamentos considerados mais relevantes. As contribuições serão reunidas em uma Síntese da Assembleia do Decanato e registradas em formulário disponibilizado pelo Secretariado Arquidiocesano de Pastoral.
A programação sugerida começa às 8h, com acolhida, e prossegue com oração, exposição das DGAE, trabalhos em grupos e partilha das conclusões, encerrando-se às 11h30, com a oração de envio. Cada decanato definirá o local e a organização de seu encontro.
As sínteses serão encaminhadas à Coordenação Arquidiocesana de Pastoral e contribuirão para o processo mais amplo de discernimento e elaboração do novo Plano Arquidiocesano de Pastoral, buscando traduzir as orientações da Igreja em caminhos concretos de evangelização na cidade de São Paulo.




