Cardeal Scherer preside missa da Quarta-feira de Cinzas na Catedral da Sé

Cardeal Scherer preside missa da Quarta-feira de Cinzas na Catedral da Sé
Dom Odilo Scherer impõe cinzas sobre a cabeça de sacerdote em rito penitencial do início da Quaresma (Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

Na Quarta-feira de Cinzas, 2 , às 15h, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidirá, na Catedral da Sé, a Missa com o rito de imposição das cinzas, celebração que marca o início da Quaresma, tempo litúrgico de preparação para a Páscoa.

Este ano, de modo especial, o dia penitencial também é marcado pelo convite do Papa Francisco à oração e o jejum pela paz, diante da operação militar russa na Ucrânia.

Nessa ocasião, será aberta a Campanha da Fraternidade e, por isso, às 14h, também na Catedral da Sé, acontecerá uma entrevista coletiva de apresentação da temática deste ano – Fraternidade e Educação. Além de Dom Odilo, participam do encontro com os jornalistas Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade, e Padre Andrés Gustavo Marengo, Coordenador da Campanha da Fraternidade na Arquidiocese.

QUARESMA

O nome desse tempo litúrgico deriva da palavra latina quadragésima. A exemplo de Jesus, que se retirou no deserto por quarenta dias para orar e jejuar antes de iniciar sua vida pública, os cristãos são convidados a um “retiro e recolhimento” em vista das celebrações dos mistérios da Paixão, Morte e Ressureição do Senhor.

Para vivenciar com profundidade o processo de conversão quaresmal, a Igreja propõe um caminho baseado em três práticas que se desdobram em muitas outras: o jejum, a oração e a esmola (caridade), que “exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros”.

Cinzas – A Quarta-feira das Cinzas é um dia especialmente penitencial, em que os cristãos manifestam seu desejo pessoal de conversão a Deus por meio do rito penitencial de imposição das cinzas. Durante a imposição das cinzas na cabeça do fiel, o celebrante profere uma das duas fórmulas litúrgicas retiradas da Sagrada Escritura: “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás” (Gn 3, 19) ou “Convertei-vos e crede no Evangelho (Mc 1, 15), recordando a condição de pecadores das pessoas que vão recebê-las.

Jejum e abstinência – Tanto na Quarta-feira de Cinzas quanto na Sexta-feira da Paixão, a Igreja prescreve o jejum e a abstinência de carne como um sacrifício em memória da Paixão de Cristo, que entregou a sua carne para a salvação da humanidade. A abstinência de carne é prescrita a todos os maiores de 14 anos, enquanto o jejum, aos maiores de 18 anos até os 59 anos. As pessoas doentes ou que estão muito debilitadas não estão obrigadas a cumprirem esse preceito. 

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Há 60 anos, a Igreja no Brasil realiza durante a Quaresma a Campanha da Fraternidade (CF), como convite aos cristãos para refletirem sobre as realidades da sociedade que necessitam de atenção especial e de ações concretas na perspectiva da caridade.

A CF 2022 tem o objetivo geral de promover diálogos a partir da realidade educativa do Brasil, à luz da fé cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário. Além disso, a campanha pretende: analisar o contexto da Educação na cultura atual e seus desafios potencializados pela pandemia; verificar o impacto das políticas públicas na Educação; identificar valores e referências da Palavra de Deus e da Tradição cristã, em vista de uma Educação “humanizadora” na perspectiva do Reino de Deus. A CF também visa a refletir sobre o papel da família, da comunidade de fé e da sociedade no processo educativo, com a colaboração dos educadores e das instituições de ensino; incentivar propostas educativas que, enraizadas no Evangelho, promovam a dignidade humana, a experiência do transcendente, a cultura do encontro e o cuidado da criação.

Pandemia – Ao abordar o impacto da pandemia de COVID-19 na Educação, o texto-base da CF enfatiza as consequências do confinamento para os estudantes, não só em relação ao seu desempenho acadêmico e impactos psicológicos, como também ao evidenciar as desigualdades existentes para o acesso às aulas remotas, tanto por parte de alunos quanto de professores. Em contrapartida, a pandemia estimulou o desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias educacionais com as aulas on-line e o crescimento da educação a distância (EaD).

“No atual contexto profundamente marcado por contrastes sociais e sem uma visão comum, é urgente uma mudança de rumo que só será possível por meio de uma educação integral e inclusiva, capaz de uma escuta paciente e de um diálogo construtivo no qual a unidade supere o conflito”, ressalta o texto-base.

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