Dom Odilo: diante da pandemia, houve uma resposta generosa de nossas comunidades

À Rádio Vaticano – Vatican News, Arcebispo de São Paulo fala de ações para prestar assistência aos pobres, necessitados e famílias que repentinamente ficaram desassistidas

Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Em entrevista à Rádio Vaticano – Vatican News, o Cardeal Scherer, Arcebispo de São Paulo, ressaltou a generosidade e caridade que tem verificado em diferentes partes do País ao longo desta pandemia.

“Apesar de toda a dificuldade de proximidade física, nunca deixou de acontecer alguma proximidade durante o tempo mais difícil da pandemia. Isso foi muito admirável! Desde assistência sanitária, nos hospitais para assistir aos doentes. Médicos, enfermeiros, todo voluntariado, não faltou de grande generosidade e altruísmo nesse sentido. Também foi admirável que muitos médicos, muitos enfermeiros, arriscaram a própria vida, ficaram mesmo doentes e vieram a falecer. Houve uma preocupação de estar junto dos doentes, mesmo quando não se tinha uma noção melhor sobre como se precaver para não ser infectado”, ressaltou Dom Odilo.

O Arcebispo Metropolitano foi questionado sobre como a Igreja manteve a ação evangelizadora ao longo da pandemia, sendo sinal da presença misericordiosa de Deus junto ao povo sofredor.

Nossas comunidades católicas – eu posso falar por São Paulo, mas acredito que isso aconteceu amplamente no Brasil – se organizaram de formas novas, se organizaram virtualmente, mas para que fisicamente chegassem aos necessitados. Aos doentes em primeiro lugar, e a muitos pobres, muitos que perderam trabalho e ficaram desassistidos. A Igreja se organizou para que chegasse a ajuda em alimento, roupa e em acolhimento. Houve e ainda há muita solidariedade”, comentou.

O Arcebispo de São Paulo enfatizou que embora as paróquias tenham passado por muitas necessidades e privações econômicas ao longo da pandemia, sempre houve preocupação em ajudar os mais pobres e necessitados, mas isso foi visto não apenas entre os católicos.

“Houve resposta à caridade não só por parte das comunidades católicas, mas também de pessoas não ligadas à Igreja, pessoas até sem fé que tiveram essa sensibilidade de participar. O volume de caridade feita muito concretamente foi enorme e surpreendente durante esse tempo. O que significa que há no fundo cultural do nosso povo estar muito sensibilizado diante do sofrimento, das necessidades do próximo. Isso se demonstrou de maneira muito forte. Ficamos realmente surpresos com essa capacidade de mobilização, de maneira muito espontânea do povo e das nossas comunidades para procurar modos e meios para dar assistência aos necessitados”.

(Com informações de Vatican News)

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