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Missão de Férias aproxima seminaristas das diversas realidades da Igreja em São Paulo

Missão de Férias aproxima seminaristas das diversas realidades da Igreja em São Paulo
Luciney Martins/O SÃO PAULO

“Presença e partilha” foram as palavras que predominaram nos testemunhos dos seminaristas sobre a Missão de Férias 2026, realizada entre 4 e 12 de julho em paróquias e realidades pastorais da Arquidiocese de São Paulo.

Reunidos com o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, e com Dom Cícero Alves de França, Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Referencial para as Vocações e os Seminários na Arquidiocese, os seminaristas participaram, na segunda-feira, 13, do encontro de avaliação da Missão de Férias.

Realizado no Seminário de Teologia Bom Pastor, no Ipiranga, o momento contou também com a presença de formadores, padres e leigos representantes das paróquias que acolheram os estudantes das três etapas de formação do Seminário Arquidiocesano Imaculada Conceição – Propedêutico, Filosofia (etapa do Discipulado) e Teologia (etapa da Configuração).

Este ano, participaram 54 seminaristas, distribuídos em grupos que atuaram em paróquias das seis Regiões Episcopais e na Pastoral do Menor, na Pastoral Carcerária, em unidades prisionais da capital paulista e de Franco da Rocha, e no Hospital São Camilo, em Santana.

IR AO ENCONTRO

No início do encontro, Dom Odilo refletiu sobre o sentido pastoral e formativo das experiências missionárias. O Arcebispo recordou que “a missão é ir ao encontro das diversas realidades que existem”, como nos hospitais, presídios, famílias, obras sociais, enfermos e idosos.

O Cardeal recordou que as experiências missionárias fazem parte do processo formativo do seminário há quase 20 anos e que a missão tem se mostrado muito importante na formação dos novos padres. Dom Odilo recordou também os diáconos seminaristas que estão em missão no Norte do País.

Após ouvir os testemunhos dos seminaristas, Dom Odilo demonstrou ficar feliz com as variadas experiências e observou que, ano após ano, o foco de cada missão muda. Também recordou sua experiência missionária, que realizava nas férias, nos tempos de seminarista, nos anos 1960, quando visitava muitas casas na área rural, além de participar da formação de pessoas para a catequese, equipes de liturgia e organização do grupo de jovens.

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PRESÍDIOS E HOSPITAIS 

Os seminaristas que desenvolveram atividades missionárias na Pastoral do Menor, na Pastoral Carcerária e na Pastoral da Saúde relataram suas vivências, ressaltando os diversos encontros que tiveram com enfermos, detentos, crianças e jovens.

O grupo de seminaristas que esteve no Hospital São Camilo, em Santana, destacou que foi uma experiência enriquecedora. “Uma coisa marcante que aprendemos com São Camilo foi que o quarto é a capela, a cama é o altar, e o enfermo é o Cristo sobre o altar. Então, visitar os enfermos foi enriquecedor”, destacou o seminarista Gabriel Felipe, que está no primeiro ano de Teologia, durante sua partilha.

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Já o grupo que acompanhou a Pastoral do Menor destacou que, a cada serviço social acompanhado, foi possível conhecer a realidade de cada um e o trabalho realizado. O grupo passou pelo Amparo Maternal; Arsenal da Esperança; Missão Belém e também por uma unidade da Fundação Casa.

Sueli Camargo, coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor, ressaltou que os seminaristas puderam acompanhar a presença da Igreja em todos os momentos da vida. “É bonito ver a presença forte da Igreja, desde a concepção materna até o adulto, e a Igreja viva ali, atuando, e isso foi muito importante”, afirmou.

O seminarista Bruno Lopes, que está no 1º ano de Filosofia, compartilhou sua experiência missionária junto com o grupo que acompanhou a Pastoral Carcerária. “A experiência missionária que tivemos na Pastoral Carcerária nos mostrou que a Igreja também precisa estar presente nesses lugares. Precisamos nos fazer presentes e levar o Evangelho e levar Cristo a essas pessoas”, ressaltou.

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NAS PARÓQUIAS

Outros grupos se dividiram nas Regiões Episcopais para a missão nas paróquias. Os seminaristas estiveram na Paróquia São Francisco de Assis, Região Episcopal Brasilândia; na Área Pastoral São João Paulo II, Região Episcopal Belém; na Capela São Joaquim e Santa Ana, Região Episcopal Lapa; na Paróquia Santa Paulina, em Heliópolis, Região Episcopal Ipiranga; na Paróquia São Joaquim, Região Episcopal Sé; e na Paróquia Natividade do Senhor, Região Episcopal Santana.

Durante a semana missionária, os seminaristas puderam conhecer as realidades paroquiais, encontrando-se com as pastorais e movimentos, além de visitarem enfermos e famílias em suas casas. Os futuros padres também tiveram momentos com a juventude, partilhando sobre a importância das vocações na Igreja.

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A MISSÃO É SURPREENDENTE

O encontro de avaliação da Missão de Férias foi concluído com uma missa presidida por Dom Odilo, que destacou que as visitas missionárias fazem bem tanto a quem as realiza quanto a quem as recebe.

Dirigindo-se aos leigos das paróquias que acolheram os seminaristas, Dom Odilo ressaltou que eles fazem parte da formação dos seminaristas e que essas visitas foram uma bênção, destacando que a missão é sempre surpreendente.

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Ao final da celebração, Dom Cícero recordou que a missão tem uma dimensão pedagógica importante na vida dos seminaristas. “Quando eles se tornarem padres, a missão fará parte da identidade deles. Não se fala mais de um padre que não seja missionário”, afirmou.

O Bispo Auxilíar ainda ressaltou que a missão é uma experiência importante, que contribuirá para enriquecer teológica e espiritualmente a construção da futura identidade do sacerdote.

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