Morre, aos 41 anos, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas

Licenciado do cargo desde 2 de maio, político filiado ao PSDB lutava desde 2019 contra um câncer

Bruno Covas no Marco Zero da cidade de São Paulo, na Praça da Sé (foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas Lopes, faleceu na manhã deste domingo, 16, aos 41 anos, em decorrência de complicações por um câncer no sistema digestivo, com metástase nos ossos e no fígado. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde 2 de maio.

O falecimento foi confirmado pela Prefeitura de São Paulo em nota: “O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, faleceu hoje às 08h20 em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase ao diagnóstico, e suas complicações após longo período de tratamento. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de maio, sob os cuidados das equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Prof. Dr. Raul Cutait e Prof. Dr. Roberto Kalil”.

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ENFRENTAMENTO DA DOENÇA

Bruno Covas foi internado no hospital Sírio-Libanês, pela primeira vez em outubro de 2019, quando chegou ao hospital com erisipela (infecção), que evoluiu para trombose venosa profunda (coágulos) na perna direita.

Os coágulos subiram para o pulmão, causando o que é chamado de embolia. Durante os exames para localizar os coágulos, médicos detectaram o câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e nos linfonodos.

O prefeito da capital passou por oito sessões de quimioterapia que fizeram com que o tumor regredisse. Entretanto, segundo a equipe médica, os procedimentos não foram suficientes para vencer o câncer. Após novos exames, Covas iniciou o tratamento com imunoterapia.

Em janeiro de 2021, Bruno Covas anunciou uma nova fase de procedimentos no combate à doença e se licenciou do cargo por 10 dias, quando passou a ser submetido a sessões de radioterapia.

Em abril deste ano, exames apontaram novos pontos de câncer nos ossos e no fígado. Covas voltou a ser internado, o novo tratamento começou e alta hospitalar foi adiada após presença de líquido no abdômen e nas pleuras, tecidos que revestem os pulmões.

O prefeito de São Paulo teve alta do hospital Sírio-Libanês no dia 27 de abril, mas em 2 de maio voltou a ser internado, teve oscilações em seu quadro clínico nas semanas que se seguiram, e faleceu no domingo, 16 de maio.

Trajetória política

Bruno Covas Lopes nasceu em Santos (SP) no dia 7 de abril de 1980, filho de Pedro Mauro Lopes e de Renata Covas. Seu avô materno, Mario Covas, foi governador de São Paulo entre 1995 e 2001.

Bruno Covas era graduado em Direito, pela Universidade de São Paulo (USP), e em Economia, pela PUC-SP.

Filiado ao PSDB desde 1998, ele se elegeu deputado estadual em 2006, com 122 mil votos. Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo foi presidente da Comissão de Finanças e Orçamento e autor de mais de 60 projetos de lei.

Reeleito para o legislativo paulista em 2010, licenciou-se do cargo em 2011 para se tornar secretário estadual de meio ambiente. Em 2014, concorreu à Câmara dos Deputados e foi eleito com 352 mil votos.

Na Câmara Federal, desde 2015, foi vice-líder do partido e integrou, na condição de titular, a Comissão de Constituição e Justiça.

Em 2016, compôs a chapa como vice-prefeito de João Doria. Com a renúncia, em abril de 2018, do prefeito, assumiu a Prefeitura de São Paulo. Mesmo com o diagnóstico de câncer em 2019, não se afastou do cargo.

Em 2020, Bruno Covas concorreu à reeleição e venceu a disputa em 2o turno, com 59,38% dos votos válidos (3.169.121 votos), tendo como vice Ricardo Nunes (MDB), que em 3 de maio assumiu a Prefeitura da cidade, após o licenciamento de Bruno Covas.

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