Motoristas de ônibus da capital paulista cancelam greve após acordo por vacinação

Paralisação estava prevista para esta terça-feira, 20, mas o Governo Paulista e o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) chegaram a entendimento para imunização contra a COVID-19

Foto:Sindimotoristas

Após mais três horas de reunião na noite da segunda-feira, 19, o Governo de São Paulo e o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) entraram em acordo para que não houvesse a greve de ônibus programada por essa categoria de trabalhadores para esta terça-feira, 20.

O governo paulista se comprometeu a incluir os trabalhadores dos transporte rodoviário urbano de São Paulo entre os que terão prioridade para vacinação contra a COVID-19. A data de início da vacinação será anunciada na quinta-feira, 22.

No fim de semana, a gestão Doria já havia anunciado que os metroviários e ferroviários começarão a ser vacinados em 11 de maio. As duas categorias também ameaçavam entrar em greve este mês.

Ao todo, 9,5 mil trabalhadores do transporte sob trilhos e que estão em contato direto com os usuários serão vacinados, a começar pelos operadores de trens, independentemente da idade. Serão também incluídos os funcionários do setor de operações com idade superior a 47 anos e os funcionários da área de manutenção, seguranças e trabalhadores da limpeza e da bilheteria também com idade superior a 47 anos.

Na tarde da segunda-feira, em assembleia, o Sindmotoristas havia deliberado pela greve em razão da falta de um cronograma de vacinação para motoristas e demais trabalhadores dos transportes. Na ocasião, o presidente do sindicato, Valdevan Noventa, ressaltou que a vacinação dos profissionais é urgente, uma vez que estão recorrentemente exposto ao coronavírus nos transportes públicos: “Não há nenhuma fiscalização sobre as condições dos veículos que trafegam superlotados diariamente”.

Até o começo de abril, o Sindicato contabilizava 1.373 casos de COVID-19 entre os trabalhadores do setor, com 131 mortes.

Já entre os trabalhadores do Metrô eram 1.500 infectados com o coronavírus, com 22 mortes até o começo do mês; e entre os da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o acumulado é de ao menos 50 mortes em decorrência da COVID-19.

Fontes: Agência Brasil, Folha de S. Paulo e Sindimotoristas

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