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No Mosteiro de Itaici, clero arquidiocesano participa de curso de aprofundamento teológico e pastoral

No Mosteiro de Itaici, clero arquidiocesano participa de curso de aprofundamento teológico e pastoral - Jornal O São Paulo
Arquivo Pessoal

Entre os dias 3 e 6, no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP), o Cardeal Odilo Pedro Scherer, os bispos auxiliares, os sacerdotes e os diáconos permanentes atuantes na Arquidiocese de São Paulo participam da 23ª edição do Curso de Aprofundamento Teológico e Pastoral do Clero Arquidiocesano. 

Segundo o Arcebispo Metropolitano, “além da ocasião de se atualizar sobre temas significativos à vida presbiteral e pastoral, trata-se de uma oportunidade de encontro, convivência e confraternização entre os presbíteros da Arquidiocese”. 

O evento deste ano se estrutura em três temas norteadores: as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), o Diretório Arquidiocesano da Catequese e as Diretrizes Pastorais para o Apostolado nas Mídias Digitais. 

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DGAE 2026-2032

Na segunda-feira, 3, Dom Pedro Carlos Cipollini, Bispo de Santo André (SP), foi o responsável por apresentar as Diretrizes. Como um dos representantes do episcopado brasileiro que participaram das sessões do Sínodo sobre a sinodalidade, no Vaticano, ele foi convidado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para integrar a equipe de redação das DGAE para o período de 2026 a 2032, que é considerado um subsídio significativo para que as dioceses de todo o País elaborem seu plano e sua estrutura pastoral. 

Segundo Dom Pedro, o horizonte essencial das Diretrizes é a missão dada por Jesus de anunciar o Evangelho. A Igreja existe, portanto, para evangelizar e deve fazê-lo hoje, assumindo os desafios da sinodalidade, da mudança de época e das novas realidades culturais, sociais e tecnológicas. Dessa forma, mais do que dizer que a missão da Igreja é anunciar o Reino, é preciso reconhecer que o Reino de Deus tem na Igreja seu anúncio explícito, ou seja, ela é seu sacramento. Assim, as DGAE têm por objetivo assegurar que a Igreja no Brasil permaneça fiel às suas três tarefas permanentes: anunciar, santificar e testemunhar.

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O Epíscopo lembrou, também, que as Diretrizes compreendem seis capítulos. O primeiro deles, “A Igreja: tenda do encontro”, não foi assim intitulado por acaso: a escolha da tenda como elemento comparativo se dá pela pluralidade de simbolismos que ela evoca e, portanto, o exemplo de como a Igreja deve ser: aberta a todos (abrangente e inclusiva, independentemente de qualquer condição), móvel (capacitada a se fazer presente onde quer que a vida aconteça), flexível (habilitada a mudar e se adaptar conforme a realidade), acolhedora (receptiva a migrantes, pobres, pessoas em situação de rua, feridos interiormente e excluídos), peregrina e missionária. Ao pessoal

mesmo tempo, a Igreja é sustentada pela fé, esperança e caridade, permitindo-a articular diversos elementos: comunhão, discernimento, acolhida das periferias, cuidado dos pobres e dinamismo missionário.

O segundo capítulo, “A escuta dos sinais”, trata da exigência de um discernimento histórico da realidade à luz do Evangelho por parte da Igreja, sensível a escutar e valorizar as esperanças e a reconhecer as dores presentes, inclinando-se sobre as alegrias e feridas do mundo e reconhecendo que, em cada realidade humana, Deus continua a falar e a conduzir seu povo. Além disso, a Igreja também deve ser capaz de responder aos desafios culturais e de assumir uma postura de conversão pessoal permanente. 

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Segundo o Bispo, “O discernimento para uma Igreja sinodal”, retratado no capítulo terceiro e núcleo teológico-pastoral das Diretrizes, refere-se a aspectos fundamentais (comunhão – realidade mais íntima da Igreja; participação – a forma como a comunhão é vivida na história; e missão – eixo fundamental das comunidades eclesiais) para a vivência da sinodalidade, que é uma dimensão constitutiva da Igreja e critério para a evangelização. 

O quarto capítulo apresenta “O povo de Deus em missão” e recorda que a corresponsabilidade de cada batizado se fundamenta no tríplice múnus batismal: profeta, sacerdote e pastor. Neste povo, pelo Batismo, todos têm igual dignidade e participam do sacerdócio de Cristo, independentemente do estado de vida a que foram chamados, indicando quem e quais são os sujeitos da evangelização. 

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“Os caminhos da missão” indicam os modos concretos de se efetivar as propostas das Diretrizes, objeto de estudo do quinto capítulo, conforme demonstrado por Dom Pedro. É nesse contexto que se articulam espiritualidade, formação, liturgia, missão e compromisso social, e se dá atenção às indicações pastorais. 

Por fim, no sexto e último capítulo, intitulado “Compromissos sinodais”, traduz-se a sinodalidade em processos concretos de conversão: para melhor servir à missão, como movimento suscitado pelo Espírito no coração humano, pessoal – com ressonância nas esferas comunitária e social –, e pastoral. Assim, os compromissos sinodais partem da conversão em três âmbitos: conversão das relações, conversão dos processos e conversão dos vínculos. 

Dom Pedro concluiu sua explanação, afirmando que as DGAE se traduzem, portanto, em um forte apelo à esperança como horizonte da ação evangelizadora, baseado na centralidade de Jesus Cristo e da fé, na perseverança missionária no mundo atual (incluindo a dimensão mariana da missão e o envio missionário permanente), e na Igreja como espaço de acolhida e geração da vida. 

Leia a reportagem completa sobre o 23º Curso de Aprofundamento Teológico e Pastoral do Clero Arquidiocesano na próxima edição do jornal O SÃO PAULO.

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