No primeiro ano de pandemia, doações para a solidariedade na Arquidiocese foram equivalentes a R$ 71,3 milhões

Dados são do projeto Animando a Esperança, relativos ao período de março a dezembro de 2020

Diante da chegada da pandemia de COVID-19 no Brasil, as paróquias e entidades vinculadas à Arquidiocese de São Paulo se mobilizaram para arrecadar alimentos, produtos de higiene e outros itens para as pessoas em situação de vulnerabilidade, como as que vivem nas ruas e as desempregadas. 

Todas essas iniciativas caritativas foram mapeadas no projeto “Animando a Esperança”, que por meio da plataforma on-line https://animandoaesperanca.com, disponibiliza uma mapa com os locais onde é possível fazer as doações, os chamados pontos de esperança.

Recentemente, a coordenação do projeto apresentou um balanço das ações de solidariedade na Arquidiocese entre março e dezembro do ano passado, a partir do que foi informado pelas paróquias, instituições e obras sociais cadastradas.

Ao longo de 2020, o número de cestas básicas arrecadadas foi superior a 362 mil. Além disso, foram distribuídas mais de 3,1 milhões de refeições, mais de 1 milhão de roupas, mais de 450 mil máscaras e quase 375 mil kits de higiene. O valor equivalente dessas doações foi de cerca de R$ 71,3 milhões.

“Estes números mostram um pouco do que estamos fazendo, mas o total da realidade é bem maior”, assegura, ao O SÃO PAULO, o Padre Lorenzo Nacheli, um dos articuladores do Animando a Esperança, explicando que nem todos os 467 pontos de esperança enviaram dados sobre o que já foi arrecadado e distribuído.

O Sacerdote comenta que do montante arrecadado, cerca de 50% foi proveniente das ações das paróquias e a outra metade de instituições arquidiocesanas que se dedicam à caridade junto aos mais vulneráveis, como o Arsenal da Esperança, a Caritas Arquidiocesana, a Pastoral do Povo da Rua e as novas comunidades.

Muito mais que ações pontuais

Durante o primeiro ano do Animando a Esperança, mais do que a arrecadação dos itens para a doação, o que se percebeu foi a mobilização das comunidades paroquiais e instituições da Arquidiocese para maior atenção com aqueles impactos pela pandemia de COVID-19.

Famílias e grupos de amigos se mobilizaram para produzir refeições nas casas e entregá-las nas paróquias para serem distribuídas ou se voluntariaram em mutirões para o preparo da alimentação; empresas fizeram doações de itens; e dias especiais de arrecadação foram promovidos nas paróquias, beneficiando não só os mais vulneráveis das comunidades locais, mas, também, os de outros bairros, por meio da partilha dos itens arrecadados entre as paróquias.

Tais ações também ocorreram no 1o semestre deste ano, como o “Dia D de Combate à Fome”, promovido em maio pela Arquidiocese de São Paulo e a Fundação Cásper Líbero, mantenedora da TV Gazeta.  A iniciativa tornou o projeto Animando a Esperança ainda mais conhecido, além de ter dado visibilidade às ações caritativas que cada paróquia realiza no território em que se localiza.

“O Dia D foi muito bonito, animou as paróquias para encontrar novas formas de arrecadar alimentos e ajudar as pessoas que mais precisam. Neste período de frio, por exemplo, muitas estão motivando os paroquianos para ajudar aqueles que vivem nas ruas”, comenta o Padre Lorenzo.

Cardeal Scherer e voluntários do ‘Dia D de combate à fome’ (foto: arquivo pessoal)

Caridade e esperança

O Catecismo da Igreja Católica aponta que a virtude da esperança corresponde ao desejo de felicidade que Deus colocou no coração de todo o homem, e que “o ânimo que a esperança dá preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade” (CIC,1818).

Ao falar sobre o “Dia D de Combate à Fome”, em 21 de maio, o Cardeal Scherer desejou que as ações de atenção ao próximo sejam uma constante na vida das pessoas e enalteceu as iniciativas caritativas que têm sido realizadas.

“É imenso o trabalho que é feito pelas paróquias e obras da nossas igrejas, grupos e movimentos para ajudar os pobres. São toneladas de alimentos semanalmente, graças a Deus e à generosidade das pessoas. Existe uma grande mobilização para que mais necessitados sejam socorridos em nossa cidade. Por isso, abramos as mãos e o coração para ajudar”, disse o Arcebispo Metropolitano na ocasião.

Padre Lorenzo destaca que o Animando a Esperança busca “dar visibilidade aos bons projetos que a Arquidiocese organiza, a fim de que as comunidades possam se animar para construir novas maneiras de se fazer o bem”.

Em constante aprimoramento

Foto: Luciney Martins/ O SÃO PAULO

O Sacerdote afirma que o Animando a Esperança é um projeto dinâmico, e tem se buscado novas ideias para que se ampliem as ações de caridade em favor de quem mais precisa, seja pela obtenção de doações individuais ou de empresas e, também, firmando parcerias com o poder público para que doem cestas básicas a serem distribuídas pelas paróquias.

Um próximo passo do projeto que vem sendo estruturado é o de ampliação dos locais para a coleta de alimentos, roupas e outros itens na área de abrangência das paróquias.

“A ideia é que cada paróquia tenha pontos de arrecadação em outros locais de seu território, para além do próprio templo. Um comércio ou uma loja do bairro, por exemplo, poderá participar da campanha, aceitando que se deixe uma caixa no local para recolher as doações, que depois serão repassadas à paróquia. Ainda estamos planejando melhor essa iniciativa”, adianta Padre Lorenzo.

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