Os 120 anos do Colégio Sion – Higienópolis

Fachada do Colégio Sion (foto: Divulgação)

Desde a queda da Império Romano, no Ocidente, pelas tribos germânicas, em 476, os francos desenvolveram uma relação de proximidade com a Igreja. A conversão de Clóvis, pela sua esposa Santa Clotilde, tornou os carolíngios próximos do Papado. Na antiga Gália, dos tempos romanos, atual França, formou-se o primeiro Reino cristão, no Período Medieval. A Igreja a reconhece como a Filha Dileta.

A França deu à Igreja muitos santos e santas. No seu território se viu nascer muitas congregações religiosas masculinas e femininas. O século XIX foi, marcadamente, um período efervescente de novos grupos de homens e mulheres, que estavam mergulhados nos problemas sociais e, responderam, generosamente, como membros da Esposa de Cristo.

O Brasil, no século XIX, passou de Colônia à Independência, 1822, chegando à República, em 1889. Houve mudanças substanciais, no cenário social e político. A partir da Independência, muitos imigrantes europeus se deslocaram para o centro sul do País. Mudanças ocorreram, também, na economia. Formava-se uma elite, que queria, sobretudo, oferecer aos seus filhos e filhas uma educação de qualidade.

Em 1872, ocorreu o primeiro Censo demográfico no Brasil. A cidade de São Paulo contava com 31.385 habitantes. No Censo de 1890, a urbe chegava aos seus 64.934 moradores. Em 1900, os paulistanos somavam 240.000 residentes. Além das antigas famílias paulistanas, somavam-se os estrangeiros europeus, que viam para a capital do estado. No segundo reinado, muitas congregações religiosas foram convidadas a retornar para o Brasil. Outras novas congregações foram chamadas para atender, principalmente, a educação, tanto dos rapazes quanto das moças.

Em 1901, chegaram à cidade de São Paulo, vindas da França, as primeiras religiosas da Congregação de Nossa Senhora de Sion. Instalaram-se no bairro de Higienópolis. Preocuparam-se com a formação educacional da elite paulistana e de outras meninas que vinham do interior do estado. Com a presença dos imigrantes europeus, mormente, italianos, das linhas férreas que grassavam pelo estado bandeirante e da riqueza do café, fazia emergir da pacata cidade, berço das bandeiras, a São Paulo sempre mais altaneira e desenvolvida.

Novamente, a França oferecia seus cuidados à sociedade e à Igreja. As Irmãs de Sion desenvolveram um importantíssimo papel educacional às filhas dos barões do café e dos quantos que apresentavam sua prole feminina, para que recebessem uma excelente formação. O valioso sítio arqueológico onde o Colégio Sion está localizado faz referência ao crescimento da cidade. O majestoso complexo arquitetônico apresenta o Colégio em estilo clássico francês. Dentro dele situa-se a belíssima capela, assinada pelo arquiteto paulista, Francisco de Paula Ramos de Azevedo.

A tribo germânica dos francos, dos tempos merovíngios e carolíngios, conquistou a Gália. Rompia-se e fragmentava-se o Império Romano e nascia a Europa Ocidental, marcadamente católica. E da França, Filha Dileta da Igreja, muitíssimos homens e mulheres, espalharam a língua, a cultura e o senso eclesial ao redor do mundo. A Congregação de Nossa Senhora de Sion, foi fundada pelos irmãos, de origem judaica, e Padres Teodoro e Afonso Ratisbonne, no segundo quartel do século XIX. Presente em São Paulo, desde 1901, formou muitas pessoas. Atualmente, perpetua sua espiritualidade e missão próprias, às novas gerações. Seja tempo de agradecimento e momento de gratidão.

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