
Na noite da segunda-feira, 13, a Fundação São Paulo (Fundasp) celebrou os 80 anos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) com uma apresentação exclusiva da Cappella Musicale Pontificia “Sistina”, o coro oficial para as celebrações litúrgicas pontifícias.
O evento, realizado no Teatro TUCA, em Perdizes, reuniu autoridades e representantes da comunidade acadêmica e eclesial, com destaque para a presença do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo e Grão-Chanceler da Universidade.
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UM MARCO DA ARTE SACRA SOB REGÊNCIA PAULISTANA
Em sua fala introdutória, Dom Odilo ressaltou a magnitude da apresentação para o País. “A Cappella Musicale Pontificia ‘Sistina’ é um patrimônio cultural da Santa Sé e da Igreja, mas também da humanidade”, afirmou o Arcebispo. Esta foi a primeira vez que a instituição musical, com uma tradição de séculos, apresentou-se no Hemisfério Sul.
Dom Odilo recordou a história do Maestro Marcos Pavan, que é paulistano, estudou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, atuou como cantor lírico no Theatro Municipal de São Paulo e, após ingressar no sacerdócio, foi enviado a Roma. Reconhecido por suas qualidades vocais pelo Papa São João Paulo II, Pavan é hoje o primeiro maestro brasileiro e não italiano a dirigir o coral papal em sua história.

O repertório apresentou aos presentes peças gregorianas e obras de mestres da polifonia sacra, como Palestrina e Tomás Luis de Victoria.
OITO DÉCADAS DE EXCELÊNCIA E COMPROMISSO SOCIAL
Fundada em 22 de agosto de 1946, a PUC-SP surgiu da união entre a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento (1908) e a Faculdade Paulista de Direito. Ao longo de seus 80 anos, a Universidade formou mais de 100 mil profissionais em todos os níveis de ensino, influenciando de maneira decisiva o desenvolvimento econômico, político, jurídico e social do Brasil.

Além de seu pioneirismo acadêmico – como a criação de cursos organizados de pós-graduação no País, a partir de 1969 –, a Universidade notabilizou-se pela firme defesa dos direitos fundamentais. Durante o regime militar, a instituição abrigou professores compulsoriamente afastados de instituições públicas, como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, enfrentando, inclusive, a invasão de seu campus Monte Alegre por forças militares.
Em 1947, o Papa Pio XII outorgou à instituição o título de pontifícia, concedido pela então Congregação para a Educação Católica. Essa designação é um sinal do estreito vínculo da Universidade com a Igreja Católica, reconhecendo seu compromisso com os valores e a doutrina cristã nas questões de fé e moral.




