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Deus vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo, afirma o Papa no Angelus

O Papa Leão XIV, durante o Angelus do 11º Domingo do Tempo Comum, dia 14, ao comentar o Evangelho do dia com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, destacou que “Deus está atento aos sofrimentos do homem e sofre com ele.”

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Foto: Vatican Media

Tendo-se feito nosso irmão, o Filho de Deus olha para as pessoas, olha para a humanidade: vê a opressão que subjuga e a violência que tira as forças. Vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo. “Ele vê rostos reduzidos a máscaras, famílias destruídas pelo mal e jovens iludidos por falsos ideais. Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós e conosco: a sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de redenção”.

“Ele, com efeito, conhece o nosso coração e cuida dele: diante de tantas pessoas que são como ‘ovelhas sem pastor’, Cristo dedica-se a todas elas enquanto bom pastor e, na qualidade de senhor da messe, envia trabalhadores para o campo do mundo”.

Leão XIV também lembrou que entre os doze apóstolos escolhidos por Jesus para sua missão estão “Simão, chamado Pedro, o primeiro, e, também, Judas Iscariotes, o último, para nos lembrar que é possível seguir Jesus e traí-lo, mas o Evangelho permanece para todos uma palavra viva e verdadeira”.

A Boa Nova que atravessa os séculos é idêntica, sempre jovem, fresca e libertadora: “O Reino do Céu está perto! Sim, está próximo porque, em Jesus Cristo, Deus aproxima-se de cada homem e mulher, de cada povo e nação”.

Quando este Evangelho é anunciado e praticado – sublinhou o Santo Padre -, o mal desmorona como uma doença que chega ao fim, como uma noite que dá lugar à aurora, como a morte vencida pelo Ressuscitado.

Dessa forma, acrescentou o Papa, “que o olhar de Jesus transforma a realidade: a sua iniciativa, cheia de amor, dá vida a um povo novo – a Igreja –, chamado a continuar a missão dos apóstolos: Recebestes de graça, dai de graça”.

“Sim, o dom de Jesus é totalmente gratuito, porque o seu valor ultrapassa toda a medida: é impossível merecê-lo ou ‘comprá-lo’. Esta graça é o belíssimo nome da misericórdia de Deus, que nos alcança em qualquer lugar, para nos levar até a si”.

A Igreja é, portanto, chamada a dar continuidade à obra dos apóstolos: “a tarefa de evangelizar nasce do dom de Deus que em Cristo se torna perdão para o mundo, serviço aos mais pequenos e pobres, empenho pela justiça”.

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Novo beato Padre Nazareno Lanciotti

RECORDAÇÃO DE NOVOS BEATOS E BUSCA DA PAZ

Ao final do Angelus, o Papa recordou alguns novos beatos: os sacerdotes diocesanos Venceslao, Drobla e João Bula, da Morávia (República Tcheca); e João Swierc e oito companheiros, sacerdotes salesianos poloneses: “Todos foram beatificados como mártires porque foram vítimas das perseguições dos regimes totalitários devido à sua fidelidade a Cristo”.

Em seguida o Santo Padre recordou que, no Mato Grosso, no Brasil, no sábado, 13, foi beatificado o. Padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano: “Ele também foi mártir porque, em nome do Evangelho, defendia os mais pobres. Que o exemplo e a intercessão desses corajosos testemunhos sustentem a missão dos presbíteros e de toda a Igreja”, acrescentou o Papa.

Padre Nazareno Lanciotti atuou em Jauru (MT) a partir de 1972, onde fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e ficou conhecido pelo trabalho evangelizador e social. Denunciou crimes como exploração de menores, prostituição e tráfico de drogas. Foi assassinado em 2001 após ser baleado em casa. A cerimônia de beatificação foi presidida pelo Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.

Ainda após a Oração do Angelus o Papa, recordando a sua recente Viagem Apostólica à Espanha, manifestou sua gratidão aos bispos, religiosas e religiosos e a todos os fiéis espanhóis que, em cada etapa de sua visita, o receberam com grande alegria e carinho. Antes de abençoar todo o país, o Papa agradeceu de maneira especial ao soberano, o rei Felipe VI.

“Em primeiro lugar, expresso minha gratidão ao Senhor pela viagem apostólica que Ele me permitiu realizar à Espanha. Agradeço ao povo espanhol que me acolheu com grande entusiasmo e devoção. Sou especialmente grato à Sua Majestade, o rei. Agradeço com carinho aos bispos, a todas as comunidades que visitei e a toda a Igreja que está na Espanha. Que Deus abençoe sempre a Espanha!”

Em seguida, dirigiu-se à população das ilhas das Filipinas, atingida na última segunda-feira, 8 de junho, por um terremoto de magnitude 7,8, concentrado sobretudo na ilha de Mindanao, no sul do país, que causou mais de 40 mortos, centenas de feridos e mais de 32 mil desabrigados: “Asseguro minha proximidade às populações das Filipinas atingidas há alguns dias por um forte terremoto. Rezo pelos falecidos e seus familiares, pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa desta calamidade”.

Fonte: Vatican News

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