
A passagem de Leão XIV por Barcelona começou no dia 9 com a Oração da Hora Média na Catedral de Santa Cruz e Santa Eulália. Ele recordou que todos são chamados a propagar onde estejam “um clima de família, no qual se vive juntos, conscientes da filiação e do chamado comum, solidários, abertos, capazes de misericórdia, sacrifício, atenção mútua e perdão”.

Ainda no dia 9, o Papa conduziu a Vigília de Oração no Estádio Olímpico Lluís Companys, em Barcelona, momento também marcado pelo diálogo com os jovens. Valendo-se da imagem do peregrino que à noite procura pela luz que o oriente, Leão XIV recomendou: “Abramo-nos ao dom do Espírito, buscando o Senhor como Nicodemos e acolhendo a luz do seu Evangelho, com a certeza de que experimentaremos em nós uma vida nova, uma presença que abençoa, um amor gratuito que nos ajudará a passar da noite para a luz”.

Na Abadia de Nossa Senhora de Montserrat, Leão XIV conduziu a oração do Santo Terço no dia 10: “Peçamos a Maria, Rainha da Paz, que nos ensine a renunciar às palavras ofensivas, aos juízos temerários, à maledicência e às calúnias. E que aprendamos a zelar e a cultivar o amor na família, entre amigos, no local de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos e nas comunidades cristãs, para que o ódio dê lugar à esperança e à paz”.

Na manhã do dia 10, o Papa foi ao encontro dos encarcerados no Centro Prisional Brians 1, em Barcelona. “Embora o desânimo e a tristeza marquem alguns momentos do seu caminho, lembrem-se de que os erros da vida não determinam a identidade de uma pessoa”, disse, enfatizando que o passado não precisa ser uma sentença definitiva, mas pode se tornar um ponto de partida para escolhas novas, para a conversão e para a reconstrução da própria vida.

Na manhã da quinta-feira, 11, no Porto de Arguineguín, nas Ilhas Canárias, o Papa teve encontro com organizações que atuam na acolhida e acompanhamento de migrantes. Ele denunciou a indiferença crescente diante do sofrimento humano e pediu que as autoridades e a Igreja não ignorem esta realidade. Após ouvir testemunhos de migrantes – incluindo relatos sobre tráfico humano –, enfatizou: “Vocês não são números, nem fascículos! Vocês são pessoas com família e uma casa que deixaram para trás, com sonhos que ninguém tem o direito de desprezar”. Leão XIV também depositou flores no mar em memória daqueles que morreram tentando alcançar um futuro melhor.

Ainda no dia 10, na Igreja de Santo Agostinho, em Barcelona, o Papa encontrou-se com representantes de organizações de caridade e assistência. Ele destacou que são traços específicos de um cristão ser bondoso, amável, compassivo e procurar o bem do próximo, “sabendo que em cada irmão que sofre é o próprio Senhor quem pede e recebe, quem é acolhido ou rejeitado, amado ou desprezado”. Às vésperas do começo da Copa do Mundo, Leão XIV valeu-se de uma metáfora do futebol para destacar o valor da solidariedade e da união: “Quem não sabe passar a bola, mesmo que tenha talento, não compreendeu o jogo. E quem não sabe viver com os outros e para os outros, ainda não compreendeu a vida”.

A programação do dia 10 foi concluída com a missa na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona. “Esta igreja é um edifício único, constituído por muitas pedras. Uma casa que cresce continuamente ao longo dos anos, seguindo um mesmo projeto. Todos nós somos as pedras vivas desta obra, que tem Cristo como fundamento e ápice, princípio e fim”, disse o Pontífice. Este templo teve como um dos principais executores Antoni Gaudí (1852-1926), a quem o Papa chamou de “arquiteto ardente de fé”. Ao final da Eucaristia, Leão XIV inaugurou a Torre de Jesus Cristo, com 172,5 metros de altura.

Com o convite para que todos sejam portadores da misericórdia e da paz de Cristo no mundo, a fim de que cessem as guerras, Leão XIV presidiu missa na quinta-feira, 11, no Estádio de Gran Canaria, em Las Palmas, com a participação de 50 mil fiéis: “Peçamos ao Senhor que, neste momento, estejam presentes em nós os mesmos sentimentos de humanidade, misericórdia e compaixão do Coração do Salvador”.

“Querida Igreja peregrina nas Canárias, seguindo a esteira de santidade de tantos homens e mulheres que os precederam, que ofereceram as suas vidas em comunhão com o sacrifício de Cristo na cruz e no altar, encorajo-os a seguir em frente, firmemente radicados Nele, para continuarem a navegar com coragem neste novo tempo da história”. Assim exortou o Papa no encontro com bispos, padres, religiosos e leigos na Catedral de Sant’Ana, em Las Palmas, na quinta-feira, 11, no qual destacou que abraçar a cruz de Cristo e cultivar uma espiritualidade eucarística são duas atitudes da vida cristã necessárias para a construção de uma civilização do amor. padres, religiosos e leigos na Catedral de Sant’Ana, em Las Palmas, na quinta-feira, 11, no qual destacou que abraçar a cruz de Cristo e cultivar uma espiritualidade eucarística são duas atitudes da vida cristã necessárias para a construção de uma civilização do amor. Ajudemo-nos uns aos outros a fazer desta travessia um lugar mais humano para todos”. Horas depois, na Praça do Cristo, em San Cristóbal de Laguna, defendeu a ampla integração dos migrantes à comunidade local: “Quem chega aprende a habitar uma nova terra, e quem acolhe aprende a abrir a sua própria casa sem diluir a sua identidade nem fechar o coração ao encontro”.

Na sexta-feira, 12, no último dia de sua viagem apostólica à Espanha, Leão XIV esteve em Santa Cruz de Tenerife. Ele visitou o centro de acolhimento “Las Raíces” e ouviu o testemunho dos migrantes e dos representantes de organizações que atuam para integrá-los à sociedade. “Todos nós – de certa forma – somos migrantes, todos somos peregrinos a caminho da pátria celestial. Ajudemo-nos uns aos outros a fazer desta travessia um lugar mais humano para todos”. Horas depois, na Praça do Cristo, em San Cristóbal de Laguna, defendeu a ampla integração dos migrantes à comunidade local: “Quem chega aprende a habitar uma nova terra, e quem acolhe aprende a abrir a sua própria casa sem diluir a sua identidade nem fechar o coração ao encontro”.

O último compromisso do Papa em terras espanholas foi a missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, na sexta-feira, 12, no Porto de Santa Cruz de Tenerife. Aos mais de 40 mil fiéis, ele manifestou a alegria de celebrar a Eucaristia, “dando graças pela fé e pela caridade, das quais recebi tantos testemunhos nesta viagem apostólica e que fazem também deste arquipélago, tão conhecido pela sua beleza e acolhimento, um lugar onde o Senhor Ressuscitado nos precede e se manifesta”.
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