Encontro na Secretaria de Estado encerra o quarto dia da Visita ad limina

O relator da visita, dom Júlio Endi Akamine, SAC, arcebispo metropolitano de Sorocaba, apresentou o perfil das 19 dioceses cujos bispos estavam no encontro, falou das atividades das pastorais sociais nas Igrejas paulistas e relatou os projetos missionários existentes no Regional Sul 1 da CNBB

Fotos: Padre Michel dos Santos/Regional Sul 1

Na tarde desta quinta-feira, dia 22, os bispos das Províncias Eclesiásticas de Aparecida, São Paulo e Sorocaba participaram da segunda seção da visita à Secretaria de Estado. O encontro, que tratou das relações da Igreja com as autoridades estatais, contou com a presença de dom Paul Richard, secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé.

“Podemos destacar a presença da imensa Arquidiocese de São Paulo e do Santuário Nacional de Aparecida que recebem, por ano, aproximadamente 5 milhões de romeiros. Além destas 19 dioceses latinas, no Regional Sul 1 estão situadas as sedes da Eparquia Católica Maronita e Católico Greco-Melquita”, afirmou o arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Júlio Endi Akamine, SAC, relator da audiência, ao apresentar o perfil das dioceses cujos bispos participam do encontro.

Dom Júlio destacou a ação eclesial paulista em estabelecer uma estrutura de Igreja missionária em saída, como pede o Papa Francisco: “Testemunham concretamente esse esforço a colaboração missionária com a Diocese de Pemba, em Moçambique, desde 2018, o Projeto Missionário ‘Norte 1 – Sul 1’, que existe desde 1994, e o Projeto ‘Igrejas Irmãs’, criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 1972”.

O arcebispo de Sorocaba evidenciou que inúmeras dioceses enviam missionários e missionárias para outras Igrejas mais necessitadas e também ressaltou que, em seus próprios territórios diocesanos, as Igreja Particulares paulistas “estão atentas às periferias existenciais”, e disse que, além de estruturas sanitárias e educacionais que reforçam a atividade caritativa, “as inúmeras pastorais sociais são expressões concretas do empenho em sermos uma Igreja Samaritana que está a serviço dos indígenas, idosos, encarcerados, migrantes, trabalhadores, mulheres marginalizadas, moradores de rua e tantos quantos necessitam”. 

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