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Papa Leão XIV recorda que ‘a Ressurreição não é um fato do passado, mas vida nova que nos envolve’

Papa Leão XIV recorda que ‘a Ressurreição não é um fato do passado, mas vida nova que nos envolve’ - Jornal O São Paulo
Vatican Media

O Papa Leão XIV afirmou que Maria tem uma relação “indissolúvel” com seu filho – algo que sequer a morte foi capaz de romper. Trata-se de uma “comunhão de corpo e alma, que é vida eterna”. Nesse sentido, a Ressurreição de Cristo “não é um acontecimento do passado, mas vida nova que nos envolve”, disse ele, durante a oração do Angelus do domingo, 16.

A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, uma das festividades mais importantes do calendário litúrgico, é celebrada em 15 de agosto na Itália e no Vaticano – no Brasil, a festa é transferida para o domingo seguinte. Na ocasião, o Papa celebrou a Eucaristia na vila de Castel Gandolfo, onde fica a residência de verão do Pontífice.

Amor sem fim 

Na homilia, Leão XIV recordou as diferentes representações artísticas e iconográficas da Assunção de Maria: conforme o ensinamento e a tradição da Igreja, ela foi elevada aos céus em corpo e alma, após o término de sua vida na Terra. Em muitas imagens, Maria aparece jovem, ou até criança, observou o Papa, algo que deve ser interpretado em sentido espiritual.

“Para compreender isso, precisamos unir os dois sinais que mencionamos: o corpo incorruptível da Mãe de Deus e seu coração imaculado. É a pureza da alma, de fato, que em Maria — assim como em nós —, pela graça de Deus, ilumina e transfigura toda a pessoa, levando-a à glória do Céu”, refletiu o Papa Leão.

“A glorificação de Maria, em corpo e alma, nos ensina que nossa verdadeira beleza não consiste em esconder os sinais do tempo que passa, mas em mostrar, impressos até mesmo em nossa carne, os sinais do amor que não tem fim.” (cfr 1Cor 13,8)

Oração pela Terra Santa

O Papa elevou suas orações e seu apelo de paz no mundo, em especial fazendo um pedido de cessar qualquer tipo de violência na Terra Santa, após o Angelus, rezado publicamente duas vezes no fim de semana.

“Penso nos irmãos e irmãs da Terra Santa, que é também, por excelência, a Terra de Maria. Penso no povo ucraniano e no povo russo, ambos unidos pela devoção filial à Santa Mãe de Deus. Penso nos cristãos que sofrem discriminação ou até mesmo perseguição”, disse ele no sábado, 15.

No domingo, 16, o Papa insistiu: “Reitero meu apelo para que cessem os repetidos atos de violência contra a população civil palestina na Cisjordânia e solicito com urgência à comunidade internacional que zele para que avance a solução de dois Estados, em prol de uma paz justa e duradoura.”

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