Acidente Vascular Cerebral (AVC) atinge 13,7 milhões de pessoas no mundo, segundo OMS

Doença é a segunda causa de morte em toda população mundial

Reprodução da Internet

Nesta quinta-feira, 29, é celebrado o Dia Mundial do AVC. A data pretende aumentar a conscientização sobre a doença que acomete mais de 5 milhões de pessoas em todo o planeta, a cada ano, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

TIPOS

O Acidente Vascular Cerebral pode ocorrer em duas formas diferentes, são elas: isquêmico, quando acontece uma obstrução de artéria do cérebro, que provoca a interrupção da circulação sanguínea no local, ocasionando a morte de células próximas.

E a forma hemorrágica, esta popularmente conhecida como derrame, diz respeito ao rompimento de uma artéria do cérebro ocorrendo o vazamento de sangue.

O AVC do tipo isquêmico é o mais comum da doença.

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EM VULNERABILIDADE

Existem diferentes causas que podem provocar o AVC como doenças do coração, sedentarismo, diabetes, pressão alta, tabagismo, colesterol descontrolado, história de doença vascular prévia, uso de anticoncepcional, abuso de álcool e drogas.

Complicações cardíacas estão diretamente relacionadas à doença, por isso, pessoas com arritmias como a fibrilação atrial (que é um descompasso nos batimentos cardíacos) possuem até cinco vezes mais chances de sofrer um AVC.

NO BRASIL

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2017, foram registrados 101,1 mil óbitos em decorrência da doença.

Entre 1º de janeiro e 16 de outubro desse ano, 78, 649 pessoas morreram por complicações do AVC, conforme um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), destes, 50.201 das mortes aconteceram durante os sete primeiros meses da pandemia de COVID-19.

A maioria das pessoas acometidas pela doença eram homens com idade entre 70 e 79 anos e mulheres entre 80 e 89. Contudo, a SBC reitera que tem crescido o número de casos entre os mais jovens.

MANTENHA A ATENÇÃO

A principal forma de prevenção da doença tem a ver com os cuidados com a saúde, hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular.

Na percepção de um ou mais sintomas, é imprescindível o atendimento rápido, em no máximo três horas, o que pode evitar sequelas graves e a morte do paciente. A SBC pontua que 70% das pessoas que têm um AVC sofrem com graves sequelas, que impossibilitam a retomada de atividades profissionais e cotidianas.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor de cabeça repentina;
  • Alterações na fala;
  • Paralisia facial ou parcial;
  • Fraqueza muscular em um dos lados do corpo;
  • Formigamento na mão, braço e perna em apenas um lado;
  • Alteração ou perda repentina da visão;
  • Desequilíbrio;
  • Náusea e vômito;
  • Dificuldade para engolir;

COMO IDENTIFICAR

O Hospital Israelita Albert Einstein disponibilizou em seu site uma página especial sobre a prevenção da doença. Dentre os materiais, consta o método de identificação dos sintomas chamado de teste do SAMU.

Hoje, às 18h, nos canais do Youtube e Facebook do hospital será transmitido uma live sobre o assunto com a participação das médicas neurologistas, Ana Luísa Araújo e Gisele Sampaio e a fisiatra Lilian Jorge.

Um vídeo com dicas preventivas também foi divulgado pela entidade. Assista.

Com informações: Assessoria de Imprensa da Farmacêutica Boehringer Ingelheim, Agência Brasil, Sociedade Brasileira da Neurocirurgia e Hospital Israelita Albert Einstein

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