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Quatro arcebispos brasileiros recebem o pálio arquiepiscopal na Solenidade de São Pedro e São Paulo

Quatro arcebispos brasileiros recebem o pálio arquiepiscopal na Solenidade de São Pedro e São Paulo
Reprodução CNBB

O Papa Leão XIV preside, na próxima segunda-feira, 29, a Solenidade de São Pedro e São Paulo. No altar central da Basílica de São Pedro, o pontífice irá abençoar e fazer a imposição do pálio Arquiepiscopal aos arcebispos de todo o mundo nomeados nos últimos doze meses. Do Brasil, quatro metropolitas vão receber a insígnia que expressa a comunhão dos arcebispos com o sucessor de Pedro e a missão pastoral que exercem em suas arquidioceses.

São os arcebispos do Brasil que vão receber o pálio arquiepiscopal:

Dom Júlio Endi Akamine, arcebispo de Belém do Pará (PA). Foi nomeado arcebispo coadjutor em março de 2025.  Em 6 de agosto do mesmo ano, assumiu o governo pastoral da arquidiocese com a renúncia de dom Alberto Taveira.

Quatro arcebispos brasileiros recebem o pálio arquiepiscopal na Solenidade de São Pedro e São Paulo

Dom José Roberto Fortes Palau, arcebispo de Sorocaba (SP). Foi nomeado em 8 de janeiro deste ano e tomou posse no dia 28 de fevereiro.

Quatro arcebispos brasileiros recebem o pálio arquiepiscopal na Solenidade de São Pedro e São Paulo

Dom Marco Aurélio Gubiotti, arcebispo de Juiz de Fora (MG). Sua nomeação também foi em em 8 de janeiro deste ano. A posse foi celebrada em 7 de março.

Quatro arcebispos brasileiros recebem o pálio arquiepiscopal na Solenidade de São Pedro e São Paulo

Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida (SP), nomeado em 2 de março de 2026 e empossado em 2 de maio, no Santuário Nacional de Aparecida.

Quatro arcebispos brasileiros recebem o pálio arquiepiscopal na Solenidade de São Pedro e São Paulo

O pálio arquiepiscopal

O pálio é uma insígnia litúrgica concedida pelo Papa aos arcebispos metropolitanos como sinal de comunhão com a Sé de Roma e de sua missão pastoral junto ao povo de Deus. Confeccionado em lã branca, ele é colocado sobre os ombros do arcebispo e recorda a imagem de Cristo, o Bom Pastor, que carrega nos ombros a ovelha encontrada.

A tradição de sua confecção é marcada por um profundo simbolismo. A lã utilizada provém de cordeiros criados pelos monges da Abadia de Tre Fontane, em Roma. Todos os anos, os animais são abençoados na memória de Santa Inês, celebrada em 21 de janeiro. Com a lã dos cordeiros, as irmãs beneditinas do Convento de Santa Cecília, em Trastevere, confeccionam manualmente os pálios destinados aos novos arcebispos metropolitanos.

Em sua forma atual, pálio é uma estreita faixa de lã branca, decorada com seis cruzes em seda preta.

Como sinal da responsabilidade própria do arcebispo metropolita no âmbito de sua província eclesiástica, o pálio é entregue ao arcebispo, mesmo que ele já tenha desempenhado esse serviço em outra arquidiocese. Assim, conforme o Direito Canônico, ao ser transferido de província eclesiástica, ele recebe um novo pálio, identificando o poder que ele tem naquela província onde exerce seu ministério de bispo.

Fontte: CNBB

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