A bênção dada por meio da tevê aos objetos é válida?

A mãe da Angélica Costa comprou um quadro de Jesus Misericordioso e, quando assistia a uma missa pela tevê em que o sacerdote abençoava os objetos de devoção, colocou o quadro para ser abençoado. “Minha mãe gostaria de saber se desse jeito ‘está valendo’. Pode-se considerar o quadro bento?”.

Angélica, é claro que uma bênção enviada via televisão tem seu valor, como tem valor alguém alimentar sua fé pela televisão em razão da pandemia. Aliás, diga-se de passagem, não fossem essas celebrações, não teríamos alimentado nossa fé neste tempo. Os meios de comunicação nos ajudaram a matar a saudade que tivemos de Jesus Palavra e Jesus Eucarístico. Eu creio que esses meios têm alimentado a fé e aproximado aqueles que a enfermidade, a distância e a falta de sacerdotes impedem a participação presencial na comunidade.

É preciso, porém, fazer aqui um alerta: nenhuma celebração virtual, por mais necessária que seja, substitui, satisfaz ou nos libera da presença na comunidade. Usando uma comparação bem simples: um vídeo de um almoço ou de um jantar não mata a fome de ninguém. O amor fraterno, o toque, os gestos e as palavras que dizemos a Deus em comunhão fraterna nos fazem Igreja como quer Jesus.

Cessada a pandemia, recuperada a saúde, é preciso estar juntos em comunhão, em oração, em sintonia com Deus e uns com os outros.

Que Jesus misericordioso abençoe plenamente sua mãe, minha querida irmã, e a você também.

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