
No sábado, 11, durante a Vigília de Oração pela Paz na Basílica de São Pedro, em sua reflexão após a oração do Terço, o Papa Leão XIV falou em um “delírio de onipotência que se torna cada vez mais imprevisível e agressivo à nossa volta”, criticou aqueles que usam o nome de Deus para justificar guerras, e afirmou que, com oração, pensamentos, palavras e obras, é possível romper a “cadeia demoníaca do mal” e colocar-se “a serviço do Reino de Deus: um Reino em que não há espadas, nem drones, nem vinganças, nem banalização do mal, nem lucro injusto, mas apenas dignidade, compreensão e perdão.”
Aos governantes das nações, o Papa exortou a uma “responsabilidade inalienável” e afirmou: “Parem! É tempo de paz! Sentem-se às mesas do diálogo e da mediação, não às mesas em que se planeja o rearmamento e se deliberam ações de morte!” Ele ainda frisou que “é escravo da morte aquele que virou as costas ao Deus vivo para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo, ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe”.
Em contrapartida, no domingo, 12, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse que Leão XIV é “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. Também afirmou que o Papa “deveria se recompor”.
“Leão XIV deveria usar o bom senso e focar ser um grande Papa, não um político. Isso o está prejudicando muito e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica.”
Em resposta à fala do mandatário norte-americano, Leão XIV disse aos jornalistas na segunda-feira, 13, no avião papal durante a viagem apostólica à Argélia: “Não tenho medo da administração de Donald Trump nem de proclamar em alto e bom som a mensagem do Evangelho, que é o que acredito estar aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer. Não sou político e não quero entrar em debate com ele, não tratamos da política externa com a mesma perspectiva que ele possa entender”, afirmou o Pontífice.
“Não creio que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada como alguns estão fazendo. Continuo a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e o multilateralismo entre os Estados para encontrar soluções para os problemas. Afinal, muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitas vidas inocentes foram perdidas, e acredito que alguém precisa se levantar e dizer que existe uma maneira melhor de lidar com a situação que gera tudo isso. Acredito na mensagem do Evangelho, como artífice da paz”, concluiu Leão XIV.
Fontes: Vatican News, Gazeta do Povo, G1 e The Tablet




