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Basílica Menor de Sant’Ana

Na comemoração de São Joaquim e Sant’Ana, pais de Maria Santíssima e avós de Jesus, celebrada no domingo, 26 de julho, a Paróquia Sant’Ana, no bairro homônimo, esteve em festa, relembrando alegremente o jubileu dos 125 anos de sua criação. Erigida em 12 de julho de 1895 por Dom Joaquim Arcoverde, então Bispo de São Paulo, foi a primeira no lado norte do rio Tietê, na cidade de São Paulo. Dom Arcoverde seria nomeado, logo em seguida, como Arcebispo do Rio de Janeiro, tornando-se também o primeiro Cardeal do Brasil e da América Latina.

Depois dessa data, a Paróquia Sant’Ana tornou-se mãe de mais de uma centena de outras paróquias, criadas a partir do seu território originário. Ela foi dedicada a Sant’Ana, cuja veneração está presente na Igreja desde longa data em todo o mundo. Até aquela data, faltava na cidade de São Paulo uma paróquia dedicada à Santa e, desde então, também permaneceu a única com esse belo título até hoje na capital paulista.

O jubileu paroquial foi motivo de ação de graças e especial louvor a Deus pelos imensos serviços que essa Paróquia já prestou e continua a prestar à evangelização, à vida pastoral e à caridade para com os pobres. Quantos padres já serviram o povo de Deus nessa Paróquia! Quantas missas celebradas! Quantos batismos, confissões, crismas e casamentos realizados! Quantos pobres e doentes atendidos, quantas pessoas tiveram a alegria do conforto de Deus e o consolo de acolher sua Palavra! Por tudo isso, Deus seja louvado! O serviço já prestado pela Paróquia jubilar seja estímulo para um renovado fervor missionário na mesma comunidade e para o testemunho de que Deus habita esta cidade e quer bem ao seu povo.

Para marcar a comemoração do jubileu dos 125 anos, foi pedida à Santa Sé a concessão do título e da dignidade de “Basílica Menor” para a Igreja de Sant’Ana. Os sinais e simbolismos da fé católica são importantes para o povo, que se afeiçoa ao templo, onde experimenta uma especial proximidade de Deus. Nossas igrejas, grandes ou pequenas que sejam, simples ou ricamente ornadas, precisam ser sinais claros da presença e ação de Deus entre nós. No deserto árido da cidade, os templos são oásis de serenidade e paz, nos quais as pessoas podem repousar e saciar sua sede de Deus e de sentido para a vida.

Consideradas, pois, as razões históricas, litúrgicas e pastorais, o pedido foi acolhido pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que emitiu o decreto de concessão do título de Basílica Menor à igreja matriz paroquial de Sant’Ana. Esse templo, já muito querido do povo fiel, uma vez ornado com o grau de Basílica Menor, poderá contribuir ainda mais para a celebração dos Divinos Mistérios, o anúncio da Palavra de Deus, o exercício da caridade e o conforto da fé aos fiéis.

As basílicas menores estão unidas pelo seu significado simbólico às quatro basílicas maiores, ou patriarcais, de Roma: São Pedro, no Vaticano; São Paulo Fora dos Muros; do Divino Salvador e São João Batista, no Latrão; e Santa Maria Maior. Esses quatro venerandos templos são monumentos à fé da Igreja e testemunhos perenes dessa mesma fé, confirmada pelo ministério do Sucessor de Pedro.

A Basílica Menor de Santana soma-se às outras três basílicas menores já existentes em nossa Arquidiocese: Basílica do Carmo; Basílica da Assunção de Nossa Senhora, no Mosteiro de São Bento; e Basílica da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, no bairro de Santa Ifigênia. Com elas, a Basílica de Sant’Ana testemunha nossa comunhão de fé na Igreja de Cristo, presidida pelos bispos locais em comunhão de fé e de caridade com o Sucessor de Pedro, hoje, o Papa Francisco.

A Basílica de Sant’Ana nos recorda sempre da fé herdada dos “pais na fé”, anunciada pelos apóstolos, testemunhada pelos mártires e santos de todos os tempos, fé na qual permanecemos firmes ainda hoje. Como Sant’Ana, mãe, mestra e catequista, cuidou de iniciar sua filha nas riquezas da fé dos Patriarcas e dos Profetas, assim os pais e avós dos nossos dias, olhando para Sant’Ana, recordem-se da sua doce e consoladora missão de transmitir, às novas gerações, os tesouros da fé dos pais, daqueles que, antes de nós, creram como nós cremos e participaram da família de Deus, como nós participamos ainda hoje na casa de Deus.

Somos gratos ao Santo Padre, o Papa Francisco, que, por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, deu este belo presente à Paróquia Sant’Ana no seu jubileu de 125 anos. Acolhemos com alegria este presente para toda a nossa Igreja em São Paulo. Deus abençoe e conforte o Santo Padre!

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