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‘Unido a Cristo, o povo libanês irá ressuscitar’

Afirmou Eparca Católico Maronita no Brasil, ao falar das explosões que destruíram a capital do Líbano

‘Unido a Cristo, o povo libanês irá ressuscitar’
Dom Edgard Madi, Eparca maronita no Brasil (Foto: Canção Nova)

Em entrevista ao O SÃO PAULO, Dom Edgard Madi, Bispo da Eparquia Maronita Nossa Senhora do Líbano, com sede em São Paulo e que abrange todo o Brasil, manifestou sua tristeza pelas explosões que destruíram parte de Beirute, capital do Líbano, nesta terça-feira, 4, deixando, até o momento, mais de 100 mortos e cerca de 4 mil feridos.

O Eparca libanês ressaltou que a tragédia aconteceu em um momento em que o seu povo já sofria com uma crise política e econômica sem precedentes na história do país. “Humanamente, é muito difícil compreender tudo isso. Nós já estávamos buscando ajudar os nossos irmãos, como podíamos, a enfrentar essa terrível crise e, de repente, acontece uma catástrofe devastadora como essa”, lamentou.

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UNIR-SE AO CRUCIFICADO

No entanto, o Eparca convida todos os libaneses a terem um olhar sobrenatural diante dessa tragédia. “Logo que soube dessa terrível notícia, a primeira coisa em que pensei foi naquela cena do Evangelho de João em que Jesus crucificado teve o seu lado perfurado pela lança. O povo libanês já estava crucificado por tantos sofrimentos e essa explosão foi como uma lança que o perfurou”, disse.

Da mesma forma que associou o sofrimento à cruz, o bispo enfatizou que a fé dos cristãos libaneses se apoia na ressureição de Cristo. “Nossa fé é maior, a morte não tem a última palavra. Jesus Cristo, morto na cruz, ressuscitou e nosso povo também ressuscitará”.

No fim da entrevista, Dom Edgard pediu orações pelo povo libanês e, emocionado, concluiu: “Que essa oração seja um apoio para todos nós”.

‘Unido a Cristo, o povo libanês irá ressuscitar’
Santuário de Nossa Senhora do Líbano, em Harissa, um dos símbolos do pais

IGREJA MARONITA

A Igreja Católica Maronita é uma das 24 Igrejas Autônomas que constituem a Igreja Católica no mundo, em plena comunhão com o Papa. Ela tem esse nome devido a São Marun, um monge siríaco-cristão do século V.

Os maronitas são um dos principais grupos religiosos do Líbano, que possui maioria islâmica, dividas entre sunitas e xiitas. No país, também há a presença de cristãos ortodoxos, católicos greco-melquitas e cristãos armênios. 

No Líbano, o poder político é partilhado entre as principais religiões do país. Assim, segundo a constituição do país, o presidente da república deve ser sempre um cristão maronita, enquanto o primeiro ministro é um muçulmano sunita e o presidente o parlamento, um muçulmano xiita.

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