Após mortes no México, organizações da Igreja pedem ‘mecanismos de regularização migratória’

Red Clamor se manifestou acidente com caminhão que transportava pessoas que tratavam entrar de modo escondido no País

Rede Clamor

Em uma das maiores tragédias na história na rota da América Central para o norte do continente, 55 pessoas morreram e outras 105 ficaram feridas, em Chiapas, no México, após o tombamento de um caminhão de reboque, que transportava migrantes que tentavam entrar de modo clandestino no país, na quinta-feira, dia 9.

Em nota após o ocorrido, a Rede Eclesial Latino-Americana e Caribenha de Migração, Deslocamento, Refúgio e Tratamento de Pessoas (Rede Clamor) lamentou o ocorrido e lembrou que entre os mortos e feridos estão pessoas de vários países da América Latina, de todas as idades, em que se trata de uma tragédia que é “fruto de políticas de imigração cada vez mais desumanas ”.

Diante disso, a Rede Clamor e o Serviço Episcopal da Mobilidade Humana Pastoral Mexicano, exige que o governo daquele país “proponha mecanismos de regularização migratória para os migrantes, a fim de salvaguardar sua vida e sua dignidade , durante seu trânsito pelo território mexicano, evitando, assim, acontecimentos tão infelizes como os ocorridos em Chiapas ”.

Com a proposta de que não mais migrantes não sejam “vítimas da cultura do descarte e submetidos a diversas formas de violência”, a Rede Clamor e o Serviço Episcopal pedem “que os governos e a sociedade civil possam acolher, proteger, promover e integrar os migrantes, refugiados, deslocados e vítimas de tráfico ”.

Por fim, recordam as palavras do Papa Francisco, “expressando também a nossa profunda dor e tristeza pelas vítimas, a rápida recuperação dos feridos e a nossa proximidade e consolo às suas famílias ”. Também pedem a proteção de Santa Maria de Guadalupe aos migrantes e que ela “ilumine os caminhos de nossos países para que possamos construir uma sociedade fraterna e inclusiva”.

Fonte: Celam

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