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Diante da situação precária de Cuba, Igreja presta assistência humanitária à população

Diante da situação precária de Cuba, Igreja presta assistência humanitária à população - Jornal O São Paulo
ACN Espanha

Dom Marcelo González Amador, Presidente da Conferência Episcopal Cubana, expressou profunda preo­cupação com o agravamento da crise em seu país. Ele afirmou que muitas pessoas chegam às paróquias famin­tas e desesperadas por ajuda, uma vez que passam dias sem comer e fre­quentemente desmaiam durante as celebrações religiosas devido à fome.

“Tudo é uma luta pela sobrevivên­cia. O presente é precário; o futuro, to­talmente incerto.” É “o momento mais difícil e triste da história do meu povo que já testemunhei”, disse ele.

Descrevendo Cuba como um país “em sofrimento”, Dom Marcelo sublinhou que o cotidiano se tornou uma luta pela sobrevivência em meio à grave escassez de alimentos, eletri­cidade, água e suprimentos médicos.

Os frequentes cortes de energia elétrica interromperam a adoração eucarística noturna em muitos luga­res e contribuíram para o aumento de roubos. Apesar das dificuldades, o Bispo afirmou que a Igreja conti­nua a oferecer esperança, acompa­nhamento e assistência humanitária.

Entre os fiéis, “estão surgindo iniciativas para ajudar aqueles que vivem na miséria, os mais pobres e necessitados; entre elas, pequenos refeitórios comunitários e serviços de entrega de refeições para pesso­as com deficiência física e doentes acamados. As pessoas estão conse­guindo comida e recursos do nada”, afirmou.

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Reprodução Vatican News

O Bispo relatou que em um refei­tório para mais de 300 pessoas, reli­giosas tiveram de improvisar, mistu­rando “latas de feijão preto e branco para conseguir servir mais pessoas. Todos veem que a Igreja está com­partilhando, que dá o que tem, o que é uma prova evidente do que a pro­vidência de Deus e a caridade cristã são capazes de fazer”.

“Embora muitas pessoas estejam deixando a ilha, a Igreja permanece; o povo reconhece e aprecia essa es­colha”, concluiu Dom Marcelo, pe­dindo que Cuba não seja esquecida. Além da oração, o Bispo afirmou que, embora “nem tudo possa ser resolvido, qualquer ajuda é bem­-vinda. O povo de Cuba está sofren­do, e a Igreja faz parte desse povo”.

Fontes: Shalom World News e National Catholic Register

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