Como mãe, Nossa Senhora sempre está próxima, sobretudo nos momentos de aflição e tristeza

Este foi um dos aspectos destacados pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, na homilia da missa por ocasião do dia de Nossa Senhora de Fátima

Cardeal Scherer preside missa na festa da padroeira da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Imirim (fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

A igreja não esteve lotada, como ocorria a cada dia 13 de maio antes da pandemia de COVID-19, mas dentro do limite de ocupação permitido para o atual momento, ao longo da quinta-feira muitos fiéis foram rezar aos pés da imagem mariana, depositaram flores e participaram das missas no dia da padroeira da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Imirim, Região Episcopal Santana.

A festa de Nossa Senhora de Fátima teve início em 30 de abril, com a trezena on-line, em que vídeos devocionais e momentos de oração foram compartilhados pelas redes sociais da Paróquia, sendo produzidos com a participação de mais de 180 pessoas.

Entre os dias 10 e 12, houve um tríduo com missas presenciais e no dia 13, data da memória litúrgica da padroeira, são cinco missas, uma delas a presidida às 15h pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e concelebrada pelos Padres João Luiz Miqueletti, Pároco, Hermenegildo Ziero, Vigário Paroquial.

No começo da missa, também transmitida pelas redes sociais, o Cardeal recordou que aquela paróquia é referência para muitos devotos de Nossa Senhora de Fátima na região norte da cidade, e exortou os fiéis a rezar à Mãe de Deus pelas necessidades das famílias, da cidade, do Brasil e da Igreja, de modo especial, para que Ela interceda junto a Deus pela superação da atual pandemia.

A mãe sempre ao lado dos filhos

Na homilia, o Arcebispo Metropolitano lembrou que a melhor forma de devoção a Nossa Senhora é imitar Suas virtudes e viver a exemplo Dela.

Ao refletir sobre as aparições marianas registradas ao longo da história, como a ocorrida em Fátima, Portugal, em 1917, quando Nossa Senhora apareceu a três pastorinhos – Lúcia, Francisco e Jacinta –, Dom Odilo afirmou que este é um sinal da preocupação da Mãe com aqueles a quem Jesus entregou-lhe como filhos e a estes a deu como mãe.

“Todo o discípulo de Jesus deve ter um carinho especial por Maria, pois assim Ele quis. Jesus nos entregou a sua mãe no último instante de vida, quando estava morrendo na cruz. Isso significa quase um testamento. A entregou para que nós cuidássemos Dela e Ela olha por nós, os seus filhos”, disse o Arcebispo.

Essa presença maternal, lembrou Dom Odilo, pode ser ainda mais sentida nos momentos de aflição da humanidade, como agora na pandemia de COVID-19, e na época das aparições em Fátima, quando ainda estava em curso a 1a Guerra Mundial (1914-1918), bem como a Revolução Russa, com o avanço do comunismo ateu, que ameaçava a fé católica, com perseguições e martírios.

‘Fazei tudo o que Ele vos disser’

Dom Odilo afirmou, ainda, que uma segunda razão para as aparições de Nossa Senhora é a de lembrar a humanidade das verdades do Evangelho e da necessidade do permanente seguimento a Cristo – “fazei tudo o que Ele vos disser”, como é relatado nas Bodas de Caná (Jo 2,1-11).

Nas aparições em Fátima, Nossa Senhora, preocupada com o fato de a humanidade não acolher a Deus, pede aos pastorinhos que façam penitência pela conversão dos pecadores e rezem o Terço com este propósito e também pela busca da paz e a superação dos conflitos, a fim de que haja entendimento entre as pessoas e as nações.  “Ela estava preocupada com a salvação eterna da humanidade”, ressaltou Dom Odilo, comentando, ainda, que a oração deve ser uma prática constante do cristão, com vista a voltar-se sempre para Deus. 

Apresentar a Maria as aflições e alegrias

O Arcebispo lembrou, ainda, que a Virgem Maria sempre está junto a Jesus e ela, como mãe, se faz próxima de seus filhos, “sobretudo nos momentos de aflição e tristeza”, e convida à acolhida das verdades do Evangelho, a fim de que unidos a Cristo, todos tenham vida plena e alcancem a salvação.

“Que não tenhamos medo de recomendar a Nossa Senhora nossas aflições, nossos medos, nosso luto e dores. Falemos a Ela também das alegrias”, disse o Arcebispo. “Que Ela interceda por nós, sobretudo por tantos que hoje vivem na angústia, desorientados, longe de Deus”, complementou.

Ao fim da missa, Dom Odilo exortou que os fiéis tenham coragem e esperança e motivem os demais, mesmo diante das adversidades. O Padre João Luiz agradeceu ao envolvimento da comunidade paroquial na festa da padroeira, que será encerrada na noite da quinta-feira, com a última das cinco missas, às 19h, transmitida pelo Facebook da Paróquia.

DOM ODILO FALA SOBRE N. SRA DE FÁTIMA NO PROGRAMA ENCONTRO COM O PASTOR

OUTROS FOTOS DA MISSA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (Luciney Martins/O SÃO PAULO)

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