
Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO
“A Iniciação à Vida Cristã não é um aprendizado teórico, mas a prática de ser cristão.” Com essa definição, o Cardeal Odilo Pedro Scherer sintetizou o espírito do II Congresso Arquidiocesano de Iniciação à Vida Cristã, realizado no sábado, 25, no Pro Magno Centro de Eventos, simultaneamente à ExpoCatólica 2026.
Norteados pelo tema “A identidade e espiritualidade do catequista em seu ministério”, os mais de 900 catequistas do congresso foram apresentados ao novo Diretório Arquidiocesano da Catequese, documento que dá unidade aos passos da Catequese na Arquidiocese.

A PEDAGOGIA DO ENCONTRO
O congresso desdobrou-se em conferências que conectaram a oração à prática pastoral. Dom Edilson de Souza Silva, Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Referencial para a Animação Bíblico-Catequética, fez a abertura do encontro. Em seguida, houve reflexões conduzidas pelos Padres Rafael de Araújo Nolli, Assistente Eclesiástico da Iniciação à Vida Cristã na Região Brasilândia, e Anderson Marçal, Assistente Eclesiástico da Pastoral Bíblico-Catequética e da Pastoral do Batismo na Região Ipiranga.
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Segundo Juliana Bacci Lima, integrante da equipe de Coordenação Arquidiocesana de Catequese, os assessores destacaram um trecho do Diretório que faz analogia com dois movimentos do ciclo cardíaco: a sístole, quando o coração se contrai e o sangue é ejetado para os vasos sanguíneos; e a diástole, quando as cavidades do coração se dilatam para que possam se encher de sangue novamente: “O Padre Anderson falou da oração, que nos une a Jesus, a ‘sístole’; e o Padre Rafael enfatizou a necessidade de ir ao encontro do outro, a ‘diástole’”. A observação faz referência direta a um ensinamento do Papa Francisco registrado no novo Diretório: “O coração do catequista vive sempre este movimento de ‘sístole-diástole’: união com Jesus – encontro com o outro. Se falta um destes dois movimentos, o coração deixa de bater, não pode viver”.

Um dos momentos que mais surpreendeu e emocionou a todos foi a chegada inesperada do Padre Zezinho. Ao verem o conhecido sacerdote, as 900 vozes do auditório entoaram, de improviso, um dos maiores clássicos de seu repertório: “Amar como Jesus amou”. Em resposta, o Padre incentivou: “Um dia deram para mim o Evangelho, e não ficou comigo. Eu dei para vocês por meio das minhas canções; então, levem isso para os outros”.
No encerramento do evento, Dom Odilo reforçou que “a Catequese é um elemento essencial da evangelização e os catequistas são os pedagogos no processo de acompanhamento do cristão na sua fé”.

UM INSTRUMENTO SINODAL
Inspirando-se no Diretório para a Catequese da Santa Sé, no texto do Diretório Nacional da CNBB e na Carta Pastoral de Dom Odilo publicada em 2023, o novo Diretório é uma resposta concreta ao caminho trilhado ao longo do 1º sínodo arquidiocesano.
“O Diretório não quer unificar, pois cada região tem suas especificidades. Ele quer nortear; é um caminho verdadeiramente sinodal”, explicou Juliana.

Na próxima semana, o clero da Arquidiocese de São Paulo, que se reunirá no Mosteiro de Itaici, receberá a mesma formação sobre o novo Diretório.
Por fim, Dom Odilo recomendou: “Este Diretório foi pensado para ajudar na prática da Catequese. Olhem para ele com carinho. Diretório fala de direção, e esta é a diretriz por onde nos orientamos para caminhar juntos na Arquidiocese”.
A íntegra do documento pode ser acessada aqui.




