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Diálogo entre os bispos paulistas marca o início da recepção criativa das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

A 88ª Assembleia do Regional Sul 1 da CNBB reúne bispos, arcebispos e coordenadores de pastoral para refletir sobre os caminhos de recepção das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

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Regional Sul 1 da CNBB

O Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deu início nesta terça-feira, dia 9, à sua 88ª Assembleia. O encontro, no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba, reuniu 51 bispos e arcebispos que exercem seus ministérios em 43 Igrejas Particulares Paulistas. Os coordenadores de pastoral também acompanham o diálogo.

Na etapa inaugural, na Capela, a oração da Hora Média reafirmou junto aos presentes uma certeza: “se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se é honrado, todos os membros se regozijam com ele”. A leitura breve, proclamada da 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios, figurou como sinal profético em um encontro que se propôs a recepcionar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).

“Estamos aqui como corpo episcopal do Regional Sul 1, mas também como corpo eclesial”, disse o arcebispo de Ribeirão Preto e presidente do Regional, Dom Moacir Silva. O religioso, ao final da Celebração de Abertura, abençoou cruzes peitorais que foram entregues aos bispos presentes.

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Quando da chegada ao auditório, e depois da apresentação e aprovação da pauta, o bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Carlos Silva, OFMCap, dirigiu a sessão que apresentou as mudanças no episcopado regional, os bispos jubilares e aqueles que, desde o último encontro, passaram a fazer parte do Sul 1.

Também os aniversários de criação de Dioceses e Arquidioceses foram sublinhados, além do registro de falecimentos. O relatório anual da presidência, destacando aspectos pastorais e econômicos, foi aprovado ao final da primeira sessão.

Mesa redonda

“Os bispos se escutam: como ajudar as Igrejas locais a traduzirem as DGAE em processos pastorais?” A pergunta apresentada aos participantes da Assembleia foi, igualmente, tema da reflexão orante do arcebispo metropolitano de Sorocaba, Dom José Roberto Fortes Palau.

Na dinâmica do encontro, em 2026, cada etapa contará com um tempo de espiritualidade. “A escuta é um ato de humildade. Escutar significa reconhecer que o Espírito Santo fala dos mais variados modos”, sintetizou Dom Palau.

A partir dos indicativos do arcebispo, disponíveis ao Paráclito, oito bispos lançaram olhares acerca da recepção criativa das DGAE. A mesa redonda foi inaugurada pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer.

“Nós temos muito chão para andar, cada um, conforme a sua realidade diocesana”, alertou o Arcebispo Metropolitano de São Paulo.

Dom Milton Kenan Junior, da Diocese de Barretos, sublinhou a importância da sinodalidade na recepção das Diretrizes. O bispo diocesano de Bauru, Dom Rubens Sevilha, chamou a atenção para a necessidade de uma ação pastoral que conduza a um encontro pessoal.

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“É fundamental receber as Diretrizes como elemento de espiritualidade”, completou Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, da Diocese de Santos.

Em sua primeira participação na Assembleia do Regional Sul 1 da CNBB, o arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva (que foi transferido de Cuiabá), considerou a necessária passagem de uma pastoral de conservação para uma pastoral essencialmente missionária.

“Como fazer de nossas homilias gotas das Diretrizes para o povo?”, questionou.

A partir da reflexão do bispo de Jundiaí, Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, a assembleia refletiu sobre a importância da comunicação em todo o processo de recepção das DGAE.

Dom Eugênio Barbosa Martins, de São João da Boa Vista, recordou que a “conversão não pode ser por decreto, mas por experiência”.

Reafirmando o tempo sinodal em que as Diretrizes foram concebidas, Dom Devair Araújo da Fonseca, de Piracicaba, sintetizou que o diálogo no Espírito não “se apresenta como método pastoral, mas como O método da Ação Pastoral”.

A programação da 88ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1, que segue até o dia 11 de junho, abrirá espaço para novas abordagens acerca da recepção das Diretrizes Gerais.

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