
A Copa do Mundo da Fifa 2026, realizada no México, Canadá e Estados Unidos, entra em sua reta decisiva, com a final marcada para o próximo domingo, 19, e não será desta vez que o Brasil conquistará o hexa, após a eliminação na fase de oitavas de final. Apesar disso, “o clima de Copa do Mundo” continua, e em São Paulo ainda poderá ser vivenciado por algumas semanas, ao menos nas exposições que acontecem em diferentes espaços culturais. A seguir, apresentamos três destas atrações.
BRASIL EM TODAS


Para quem deseja não somente ver a história de glórias da Seleção Brasileira de Futebol, mas ter uma experiência imersiva, a dica é a exposição interativa “Brasil em Todas”, que acontece no MIS Experience até 2 de agosto.
O nome é alusivo ao fato de o Brasil ser o único país a ter participado de todas as 23 edições de Copa do Mundo já realizadas e ser o maior campeão, com cinco títulos.
O percurso da exposição apresenta as diferentes realidades da prática do futebol ao longo dos anos – com base em hábitos de época, na tecnologia disponível e na realidade de cada participação da Seleção Brasileira. Ao longo da mostra, o visitante pode ter contato com artigos raros do Museu Seleção Brasileira, da CBF, incluindo registros do surgimento da seleção, em 1914; objetos originais relativos à participação do Brasil em todas as Copas, incluindo o troféu de segundo lugar em 1950; estátuas em tamanho real de Pelé e de Zagallo. Há, ainda, acervos de mídia escrita e fotografia desde 1930, com recortes de jornais e revistas, com notícias e curiosidades sobre a Copa do Mundo; e fones de ouvido para que se escute narrações radiofônicas de jogos históricos, além de uma sala de projeção com um curta-metragem sobre a participação de Pelé nos Mundiais de 1958, 1962, 1966 e 1970.
Também há uma videoinstalação sobre a evolução das escalações da Seleção Brasileira ao longo dos anos, com destaque para os clubes de origem de cada atleta; e caricaturas de jogadores, em grande formato, criadas pelo cartunista Mario Alberto.
Nas áreas interativas da exposição, há seis jogos diferentes, em telas gigantes de alta definição, acionados por comandos por voz, toque e movimento. As experiências incluem ainda quizzes de conhecimentos sobre a Copa, e jogos nos quais os visitantes têm a sensação de estar em um campo de futebol.
A entrada na exposição é gratuita, com a retirada de ingressos na bilheteria do MIS Experience (Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca), que funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 19h.
Instagram: @misexperience
AMARELINHA

Como não poderia ser diferente, o Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, está com uma programação especial durante a Copa do Mundo, incluindo a transmissão de alguns jogos com um telão na área externa e no auditório.
Até 6 de setembro também pode ser vista a exposição “Amarelinha”, reunindo 18 camisas já usadas, em edições de Copas do Mundo entre 1958 e 2022, por jogadores da Seleção Brasileira, entre os quais Sócrates, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr. Por “usadas” entenda-se as vestidas por quem entrou em campo, as de quem ficou no banco de reservas ou aquelas que foram preparadas para uso pelas delegações.
Na Sala Pelé está a camisa usada pelo Rei do Futebol na final da Copa de 1970, quando o Brasil se sagrou tricampeão. Em uma vitrine ao lado, está uma camisa autografada pelos jogadores da Seleção do tetra, de 1994.
Com curadoria do jornalista Marcelo Duarte e da equipe do Centro de Referência do Futebol Brasileiro, a exposição “Amarelinha” propõe a valorização das camisas não apenas pelo que representam, mas, também, por sua materialidade e sobre as questões relacionadas à fabricação, uso, colecionismo, preservação e conservação.
Na área interativa da exposição, por meio de um totem, o visitante escolhe o conteúdo que deseja explorar e acompanha a exibição em uma tela de projeção, podendo optar pela visualização de fichas de todas as seleções que já participaram de Copas, com ilustrações de seus uniformes e informações relevantes, ou acessando uma lista de curiosidades relacionadas às peças mais significativas das edições das Copas.
O Museu do Futebol funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 18h. A entrada de crianças com até 7 anos é gratuita e todo o público pode acessá-lo também gratuitamente às terças-feiras. Nos demais dias, o ingresso custa R$ 24 (R$ 12 a meia entrada), mas quem decidir doar um par de chuteiras, novas ou usadas em bom estado, entrará de graça. A ação é parte da campanha “Chuteira para Todas e Todos”, as quais serão destinadas a iniciativas que ampliam o acesso de crianças e jovens ao esporte.
Instagram: @museudofutebol
FUTEBOL: PAIXÃO, DEVOÇÃO E FÉ


Também o Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP) está em clima de Copa, até 30 de agosto, com a exposição “Futebol: Paixão, Devoção e Fé”, em cartaz na Sala MAS/Metrô, na Estação Tiradentes da Linha 1–Azul.
Com curadoria de Davi Moyano e Rodolfo Colombo, educadores do Núcleo de Ação Educativa do MAS-SP, a mostra apresenta as relações simbólicas, históricas e afetivas entre a fé e o futebol, vividas por atletas, torcedores e demais envolvidos com o futebol.
Um dos exemplos desta conexão é o espaço “Manto Sagrado”, no qual, lado a lado, estão colocadas uma réplica da Taça Jules Rimet, a camisa azul usada pela seleção brasileira na final da Copa de 1958 e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. E há uma razão história para essa disposição: o adversário na final que levaria o Brasil ao primeiro título em Copas era a Suécia, seleção que também usava uma camisa amarela. Coube à Fifa, então, sortear qual das duas seleções jogaria com o uniforme principal. Os suecos ganharam no sorteio. Restaria ao Brasil voltar a usar o uniforme branco, “aposentado” após a derrota na final da Copa de 1950 para o Uruguai, ou usar outra cor na camisa. Conta-se que, aflito com a possibilidade de ver o Brasil em campo vestindo branco de novo, Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira na Copa de 1958, colocou-se em atitude de oração e, ao erguer a cabeça, viu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida na parede. Decidiu, então, que a seleção jogaria vestida de azul, a mesma cor do manto da Padroeira do Brasil. Em uma loja de Estocolmo, capital da Suécia, um kit de 22 camisas azuis foi comprado e na noite anterior à final os distintivos da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) foram nelas bordados, bem como o números dos jogadores. E assim, com as cores do manto de Nossa Senhora Aparecida, o Brasil venceu a final por 5 a 2, com um gol de Zagallo, dois gols de Vavá e outros dois de Pelé.
A Sala MAS na estação Tiradentes do Metrô fica aberta de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, com acesso gratuito para quem esteja usando o Metrô.
Instagram: @museuartesacra




