Fase de transição do Plano SP será mantida até 23 de maio

Melhoria nos indicadores levaram o governo paulista a estender por uma hora o funcionamento dos comércios e elevar a permissão de ocupação dos ambientes de 25% para 30%

Foto: Reprodução da internet

O Governo de São Paulo, tendo por base os apontamentos do Centro de Contingência do Coronavírus, anunciou na sexta-feira, 7, que manterá todo o estado na fase de transição do Plano SP, que foi iniciado há três semanas. As medidas permanecerão em vigor até 23 de maio.

No entanto, com a pequena redução nos indicadores de óbitos e internações por COVID-19, o governo paulista decidiu flexibilizar algumas medidas desta fase. A partir do sábado, 8, os comércios e serviços não essenciais – incluindo galerias e shoppings, salões de beleza, barbearias, academias, clubes e espaços culturais – poderão fazer atendimentos presenciais por uma hora a mais, das 6h às 21h, e a permissão para lotação máxima dos ambientes – também válida para os templos religiosos – passará de 25% para 30%.

A fase de transição mantém liberadas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social. Parques estaduais e municipais também poderão ficar abertos, mas com horário das 6h às 18h.

O toque de recolher continua a valer nas 645 cidades paulistas, mas agora com uma hora a menos de duração, das 21h às 5h. Também continua mantida a recomendação de teletrabalho para atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horários para entrada e saída de trabalhadores do comércio, serviços e indústrias.

Ainda na coletiva, foi anunciado o começo da vacinação para pessoas com comorbidades e deficiências permanentes na faixa de 50 a 54 anos, a partir de 14 de maio.

Justificativas

Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência explicou o porquê da recomendação de se manter a fase de transição, com algumas flexibilizações.

“Ao longo destas três semanas, acompanhamos no centro de contingência muito atentamente os números todos os dias. Se nós compararmos o pico dessa onda, de cerca de um mês atrás, com a situação atual, temos uma evolução muito importante, como, por exemplo, a redução em mais de 30%  no número diário de óbitos e de pessoas internadas, além de uma redução no número de casos diários. Além disso, temos visto o avanço da cobertura vacinal, especialmente dos grupos mais vulneráveis, o que traz um impacto muito grande para a redução de internações e perdas de vida”, ressaltou.

“Temos que agir com responsabilidade e cautela, realizando uma abertura gradual e segura da nossa economia para evitar qualquer novo pico da pandemia em São Paulo”, disse o governador João Doria.

Na sexta-feira, a taxa de ocupação de UTIs por pacientes graves com COVID-19 está em 78,3% no estado e em 76,3% na Grande São Paulo. O total de internados em UTIs é de 10.060 em todo o estado, com outros 11.260 pacientes em vagas de enfermaria.

Cuidados redobrados no Dia das Mães

Também durante a coletiva de imprensa, o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn destacou que a melhoria nos números em relação à pandemia não significa que as pessoas devam se descuidar as orientações já conhecidas: o uso da máscara, a higienização frequente as mãos e evitar as aglomerações.

Essa atenção, segundo ele, deve ser redobrada neste Dia das mães, a ser festejado no domingo, 9, seja no momento de ir às compras, seja nas confraternizações familiares em razão da data.

“Quando falamos no Dia das Mães, é muito importante que as pessoas tenham cuidados. O primeiro é que procurem ainda evitar esses encontros, que acabam acontecendo nas próprias casas. Antes, tínhamos muita preocupação com o que acontecia fora, ou seja, de as pessoas irem ao supermercado, a um estabelecimento comercial. Porém, a maioria dos pacientes que acabavam sendo internados eram aqueles que se contaminavam dentro das suas próprias casas, seja por filhos, seja por netos, que não seguiam os rituais, ou por simples visitas que as pessoas recebiam. E é exatamente esta nossa preocupação agora: por isso, que se evite fazer as aglomerações em casa; mas se houver visitações, que elas ocorram em ambientes abertos, arejados e ventilados, evitando-se aglomerações, especialmente os almoços, pois é o momento que as pessoas se aproximam mais e fiquem sem máscara”, detalhou.

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