
Em audiência privada com a Fundação Jérôme Lejeune, na segunda-feira, 22, Leão XIV reforçou seu apelo para que as vidas humanas sejam sempre colocadas acima do pensamento técnico e da tecnologia.
Ele recordou Jérôme Lejeune (1926–1994), um médico e geneticista francês que descobriu a causa cromossômica da síndrome de Down, identificando a presença de um cromossomo 21 extra, e que se destacou também por sua atuação em debates bioéticos e pela defesa da vida humana desde a concepção. Seu processo de canonização está em curso: “O professor Lejeune estava ciente de que, embora a tecnologia possa ajudar a Medicina, ela não pode, no entanto, substituí-la. Ele sabia, além disso, que a tecnologia pode ser utilizada contra a Medicina – que, por natureza, está a serviço da vida –, como ocorre quando a tecnologia escapa a todo controle ético indispensável e quando prevalecem cálculos de eficácia, rentabilidade ou utilidade”.
Nesse contexto, continuou o Papa, “um médico nunca deveria se permitir, com base em algoritmos laboratoriais, decidir sobre a vida de um determinado embrião ou de uma determinada pessoa idosa. A Medicina nunca poderá se tornar serva da morte programada”, disse.




