A missão das Caridades Católicas dos Estados Unidos é dedicada aos mais vulneráveis do país, permitindo que eles “experimentem o amor de Deus” através da organização, disse Leão XIV, ao acrescentar: “ao mesmo tempo, isso permite que vocês entrem em contato com a carne de Cristo, procurando vê-lo e servi-lo em nossos irmãos e irmãs. Desta forma, suas obras de caridade tornam-se um encontro mútuo com o Senhor que está presente entre nós”.

O Papa Leão XIV, entre a série de audiências da manhã desta segunda-feira, 04, recebeu o Conselho de Administração da Catholic Charities USA, a organização das Caridades Católicas dos Estados Unidos que coordena uma rede nacional de mais de 160 instituições comprometidas em reduzir a pobreza e acompanhar as pessoas mais vulneráveis do país, independentemente da sua fé. Fundada em 1910, funciona como o braço beneficente da Igreja ao auxiliar cerca de 15 milhões de pessoas ao ano.
Leia a íntegra do discurso do Papa Leão XIV
Ter coragem na missão, mesmo diantes dos desafios
O grupo formado por 50 membros foi recebido na Sala do Consistório do Palácio Apostólico pelo Pontífice que, logo no início do discurso, encorajou a visitar “o coração da Igreja Universal” para fortalecer os laços com o Sucessor de Pedro, mas também para se aproximar ao “coração de Cristo”, como os próprios Apóstolos fizeram para poder anunciar o Evangelho. Na tarefa da evangelização, assim como na Igreja primitiva, o Papa falou da importância de recordar a presença de Jesus todos os dias (Mt 28,20), mesmo diante das dificuldades que possam se apresentar ao cuidar dos pobres e necessitados:
“Entre elas estão a busca por recursos suficientes, demonstrar aos outros que esse tipo de serviço é parte integrante de uma autêntica vida cristã e não ceder ao desânimo, especialmente quando encontramos aqueles a quem não podemos ajudar da maneira que gostaríamos.”
São desafios também enfrentados pelas Caridades Católicas, disse o Papa, que também devem sempre “aprender a ouvir a voz de Jesus” ao se deparar com os obstáculos. Leão XIV, então, encorajou a organização pelos “louváveis esforços” na missão e agradeceu pela “disposição em levar adiante o ministério de compaixão de Nosso Senhor para com os mais pequeninos entre nós”:
“Dessa forma, vocês procuram encontrar soluções para situações desumanas, aliviar o sofrimento de indivíduos e famílias e aliviar o fardo daqueles que estão oprimidos pelas dificuldades e provações. Em todas essas circunstâncias, deve ser a caridade de Cristo que impulsiona no trabalho diário de vocês. Ou seja, o desejo de levar aos outros ajuda material com o amor e o coração de Jesus, pois é nesse amor que eles encontrarão descanso autêntico e terão sua dignidade respeitada.“
Um encontro mútuo com Deus

Nesse sentido, recordou o Papa, é verdade que “o amor ao próximo é prova tangível da autenticidade do nosso amor a Deus” (Exortação Apostólica Dilexi Te, 26). Mas também é verdade “que amar autenticamente o próximo” significa lhe oferecer a possibilidade de encontrar com Deus. É uma “oportunidade privilegiada de compartilhar a alegria da Ressurreição”, através de um “sincero testemunho de fé”:
“A assistência prática que vocês e suas agências parceiras oferecem aos desfavorecidos permite que eles experimentem o amor de Deus por meio de vocês e abre um caminho para que eles entrem em uma relação duradoura com Ele. Ao mesmo tempo, permite que vocês entrem em contato com a carne de Cristo, procurando vê-lo e servi-lo em nossos irmãos e irmãs. Desta forma, suas obras de caridade tornam-se um encontro mútuo com o Senhor que está presente entre nós.”
Ao final da audiência, o Papa Leão XIV conceceu a bênção apostólica aos presentes na Sala do Consistório, estensivo a todas as instituições associadas à Catholic Charities USA, “como garantia de paz e alegria no Senhor Ressuscitado”.
Fonte: Vatican News




