
A Catedral Santo Antônio, em Lins (SP), encheu-se de leigos, religiosos, clérigos e autoridades civis e militares na noite do sábado, 20, para a missa solene em ação de graças pelos 100 anos de criação da Diocese de Lins, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo.
No começo da missa, Dom João Gilberto de Moura, Bispo diocesano, acolheu a todos, de modo especial o Cardeal Scherer e os bispos concelebrantes, entre os quais Dom Irineu Danelon, SDB, Bispo Emérito, e Dom Francisco Carlos da Silva, atual Bispo de Jaú (SP) e que esteve à frente da Diocese de Lins de 2015 a 2024. Também foi lida a bênção apostólica enviada pelo Papa Leão XIV, na qual o Pontífice faz votos de que a celebração deste jubileu “seja ocasião propícia para renovar o zelo evangelizador e o ardor missionário em cada batizado”, a fim de que todos se mantenham fiéis aos valores cristãos recebidos de seus antepassados, reavivem a esperança e edifiquem a Igreja de Jesus.
Um centenário de testemunho da fé


Dom Odilo dedicou boa parte da homilia a recordar a história desta Diocese criada em 21 de junho de 1926 pelo Papa Pio XI, por meio da bula Ea Est In Praesenti, desmembrando-a da Diocese de Botucatu, a qual, por sua vez, havia sido criada em 1908 junto com a Arquidiocese de São Paulo e outras quatro dioceses.
Inicialmente, a Diocese teve como sede a cidade de Cafelândia. O primeiro bispo, Dom Ático Eusébio da Rocha, tomou posse em 1929. Em agosto de 1950, a sede diocesana foi transferida para a cidade de Lins, durante o bispado de Dom Henrique Gelain. Ao longo dos anos, dela foram desmembradas três dioceses: Marília, em 1952; Bauru, em 1964; e Araçatuba, em 1994. Atualmente, abrange 23 cidades e integra a Província Eclesiástica de Botucatu.
Dom Odilo, ao citar um trecho do decreto Christus Dominus, do Concílio Vaticano II, explicou que a diocese é a porção do povo de Deus confiada ao bispo para que a pastoreie em cooperação com o presbitério, de tal modo que unida ao seu pastor e reunida por ele no Espírito Santo, por meio do Evangelho e da Eucaristia, constitua uma Igreja particular, na qual opera a una, santa, católica e apostólica Igreja de Cristo. “Aqui, portanto, está presente a Igreja de Jesus, sobretudo quando anuncia o Evangelho, celebra a Eucaristia e testemunha a caridade”, destacou.
O Arcebispo enalteceu o zelo pastoral dos bispos que estiveram à frente da Diocese de Lins nestes 100 anos e de todo o povo de Deus que contribuiu para o agir evangelizador.
Compromisso renovado


Na conclusão da homilia, Dom Odilo fez votos de que a celebração do centenário “seja um hino de louvor a Deus, de gratidão por sua providência e presença, e por ter conduzido a história desta Diocese e deste povo que crê, espera, testemunha e caminha segundo as vias do Evangelho”. Ele lembrou que desde já se inicia a história do segundo centenário. “Olhemos para frente, a missão continua”, exortou.
Após a comunhão, Dom Carlos Silva, OFMCap., Bispo Auxiliar de São Paulo e Secretário-geral do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), comentou que “celebrar 100 anos de história é fazer memória agradecida da presença fiel de Deus que conduziu esta Igreja particular ao longo das gerações”, além de ser ocasião para recordar todos que, movidos pelo Espírito Santo, dedicaram-se “à construção de comunidades vivas, missionárias e comprometidas com o Evangelho”.
Por fim, Dom João Gilberto exortou: “Ao celebrarmos este centenário diocesano, renovemos o nosso compromisso de sermos sempre e, em toda parte, verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo”.
(Edição de texto: Daniel Gomes/O SÃO PAULO)




