
Em Barra do Garças (MT) acontece, desde 2009, uma piedosa e iluminada manifestação pública de fé a cada Sexta-feira Santa: a Procissão dos Barquinhos Iluminados ao longo do Rio Araguaia, na divisa dos estados de Mato Grosso e Goiás.
Essa tradição foi iniciada em 1964 em Araguaiana (MT), também na Diocese de Barra do Garças, para celebrar a padroeira da cidade, Nossa Senhora da Piedade, sendo anualmente realizada em 8 de setembro naquela cidade.
Em Barra do Garças, a procissão com 2,5 mil barquinhos iluminados ocorre sempre na Sexta-feira Santa. “Tudo começa com a via-sacra, em um percurso amplo, também marcado pela encenação do Teatro da Paixão do Senhor. Depois, os fiéis vão até a margem do Rio Araguaia, no Porto do Baé. Esse caminho é um verdadeiro itinerário de fé, no qual o povo não apenas recorda, mas revive os passos de Jesus rumo ao calvário. E os barquinhos iluminados no rio simbolizam a vida humana entregue nas mãos de Deus, especialmente no contexto da dor, da cruz, mas com esperança. Suas luzes representam a fé que permanece acesa mesmo diante da escuridão da Sexta-feira Santa”, explicou ao O SÃO PAULO o Padre Cristiano Ribeiro Dias, Cura da Catedral Nossa Senhora da Guia, da Diocese de Barra do Garças.
ENQUANTO OS BARCOS VÃO, O SENHOR MORTO VEM

Simultaneamente à descida dos barquinhos pelo rio, um barco do Corpo de Bombeiros conduz, em sentido oposto, a imagem do Senhor Morto, vinda da cidade vizinha de Aragarças (GO), do outro lado do Araguaia.
“À beira do rio, o povo, o bispo [Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos] e os padres da cidade ficam à espera da imagem do Senhor Morto para, depois, levá-la em procissão até a Paróquia Santo Antônio”, detalhou Padre Cristiano.
“Esse conjunto de sinais – a caminhada penitencial da via-sacra, os barquinhos iluminados na água e a condução solene da imagem do Senhor Morto formam uma profunda catequese na Sexta-feira Santa. Expressam, também, a dor da cruz, e, ao mesmo tempo, a comunhão do povo de Deus, já que une duas paróquias, de cidades e dioceses diferentes. É ainda sinal da esperança de que Deus conduz tudo para uma vida nova. Não se trata apenas de uma tradição, mas de uma experiência intensa do mistério pascal. Um caminho que passa pela cruz, mas que aponta sempre para a vida”, enfatizou o Sacerdote.
EM HARMONIA COM O MEIO AMBIENTE

Padre Cristiano explicou que os barquinhos são feitos na cidade de Araguaiana e levados para o meio do Rio Araguaia na Sexta-feira Santa por uma equipe organizadora, responsável por acendê-los e colocá-los sob as águas. “Os barquinhos seguem o curso normal do Rio Araguaia, expressando, simbolicamente, a confiança do povo de Deus, suas intenções, sua vida e sua esperança”, detalhou.
Os barquinhos são confeccionados com materiais biodegradáveis: madeira de buriti, papel de seda, palito de churrasco e vela de cera de abelha ou de carnaúba.
“São materiais simples, que não destruirão o rio e que serão facilmente degradados pela natureza depois. Portanto, essa expressão de fé do povo sempre acontece em harmonia com o cuidado da Criação, reforçando o nosso compromisso com a preservação da natureza”, concluiu Padre Cristiano.
Conheça mais sobre a iniciativa no Instagram: @catedralnsg_bg.
TESTEMUNHOS DE FÉ DURANTE A PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS

Em Pirapora do Bom Jesus (SP), a Semana Santa é marcada pela tradição da chegada das cruzes ao Santuário do Senhor Bom Jesus, que abriga a imagem tricentenária de Jesus flagelado e coroado com espinhos. Na Sexta-feira Santa, chegam a maioria daqueles que peregrinaram durante dias a pé até o santuário, trazendo suas cruzes, de diferentes tamanhos, as quais são abençoadas e colocadas em frente ao templo, por lá permanecendo expostas durante o Tempo Pascal. Este gesto de piedade popular quase sempre relaciona-se a graças já alcançadas pelos fiéis. (com informações do Portal A12)

Em Belém (PA), acontece na Sexta-feira Santa a Procissão e Sermão do Encontro. Neste ano, a imagem do Senhor dos Passos partiu da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré, às 7h; uma hora depois, teve início a Procissão de Nossa Senhora das Dores a partir da Igreja São João Batista. Após percorrerem as ruas do centro histórico, elas se encontraram em frente à Igreja Nossa Senhora das Mercês, em um momento que recorda o encontro entre Maria e Jesus a caminho do Calvário. Por fim, ocorreu o Sermão do Encontro, com meditações sobre o amor de Deus, o sofrimento redentor de Cristo e a compaixão da Mãe Dolorosa. (com informações da Arquidiocese de Belém)

Na cidade de Mariana (MG), após a missa do Domingo da Páscoa da Ressurreição do Senhor, 5, no átrio da Igreja de São Pedro dos Clérigos, presidida por Dom Airton José dos Santos, a procissão com o Santíssimo Sacramento percorreu esta histórica cidade mineira, passando pelos tapetes devocionais desenhados nas ruas. Irmandades e movimentos, com suas bandeiras e insígnias de devoção, também participaram. (com informações da Arquidiocese de Mariana)





