Acabamos de celebrar mais uma Páscoa. Para o cristão desavisado, aquele que vai seguindo a fé como se estivesse em algum tipo de “piloto automático”, pode até parecer mais uma data festiva como é o Corpus Christi ou o Pentecostes, mas sabemos que não é assim.
A data relembra um entre os dois eventos mais importantes da história do homem, desde a criação e de Adão e Eva.
O primeiro evento, o nascimento de Jesus, quando Deus, o criador do universo e do tempo, decide se submeter ao tempo e entrar neste mundo para, como homem, nos indicar o caminho da salvação.
Como o “novo Adão”, vem para remediar o erro dos nossos primeiros pais e reconquistar para nós, ao preço do seu próprio sangue, nossa filiação divina.
Extraordinário ver o Criador submeter-se às realidades e limitações do universo criado, apenas para resgatar de lá sua obra prima de uma culpa que ela mesma criou para si.
Ainda que consideremos extraordinário, não podemos dizer “surpreendente”. As escrituras já haviam pré-anunciado todos estes acontecimentos inúmeras vezes, centenas de anos antes, por mais que ainda se lute em dizer que não.
Isso nos leva ao segundo evento mais importante da história do homem, não por ser menos importante que o primeiro, apenas por ter acontecido depois: a Ressureição do Cristo.
Impossível desassociar o segundo do primeiro; mais do que isso, ele acaba por atestá-lo e certificá-lo.
Se realmente Jesus ressuscitou dos mortos dando a sua vida e a retomando por Ele mesmo, tudo muda. Muda a relevância desses eventos, muda a história do homem, crente ou não.
Se foi assim, então Ele era de fato quem dizia ser: o Messias, o Filho do Altíssimo.
Não veio para salvar os cristãos e os católicos, nem existíamos quando veio, mas para salvar toda a humanidade: a mim, a você e a todos os que conhecemos e que insistem em se manter distantes.
Fez-se presente no meio de nós para executar a maior intervenção divina em nossa história. Não que não tivesse feito outras e que não continuará a fazê-las.
Uma intervenção que, até mesmo os historiadores ateus mais honestos precisarão confirmar, mudou a história do mundo, o perfil da sociedade que conhecemos e até mesmo como contamos os anos, antes Dele depois Dele.
Assim, não basta tratar a Semana Santa apenas como a “Semana Maior” nem a Páscoa como a festa mais importante. É necessário olhar para ela com a percepção de sua importância em nossa história, a de todos, mas ao mesmo na minha e na sua.
Resta-nos perguntar qual a importância que a Ressurreição de Cristo tem para nós. O quanto a confirmação da divindade de Cristo muda a nossa vida no dia de hoje.
Nosso Deus está vivo! Ele está no meio de nós e quer intervir em nossa vida, para que possamos passar com Ele a eternidade. Como respondemos a esse tamanho amor?
Que como o mundo, nossa vida possa também ser dividida entre “antes de Cristo” e “depois de Cristo”. Feliz Páscoa!





