O Claudinei Ribeiro, de Cafelândia (PR), me escreve querendo saber se deve acreditar em sonhos. Diz ele: “Eu não acredito, mas muitas pessoas me dizem que devo acreditar, pois um sonho pode ser um aviso. Isso existe, padre?”.
Meu irmão, nenhum sonho aponta ou profetiza algo em relação ao nosso futuro. Os sonhos e pesadelos são frutos de pequenas e grandes experiências já vividas por nós e que ficaram registradas em nosso inconsciente. Por mais coerentes que possam ser as histórias acontecidas em nossos sonhos, elas são formadas por pessoas que se relacionaram conosco, por fatos, por traumas, por experiências já vividas. Podemos nos ver no futuro, é claro, até porque projetamos algo que queremos construir. Os sonhos, porém, jamais vão nos fornecer experiências concretas que transformarão ou se concretizarão lá na frente e mudarão a nossa vida.
Há os que “sonham” acordados. Querem ser ricos, felizes, seguir uma carreira, conquistar tal pessoa. Esses “sonhos” são úteis, pois nos dão razões para ir à luta atrás do conteúdo deles.
Aqueles que povoam nossos sonhos em noites bem ou mal dormidas são formados aleatoriamente por conteúdos conservados em nossa memória. Ver neles consequências para o nosso futuro pessoal ou familiar é perder tempo. Sonhos bons, sonhos ruins, pesadelos, todos são fruto de experiências vividas e só isso. É melhor viver com os pés no chão do que viver em um mundo irreal e mágico que a nada leva.
Claudinei, força, coragem! Aposte tudo em você mesmo. Peça a Deus sabedoria para fazer boas escolhas na vida.




