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Há problema se um católico namorar uma evangélica? 

A dúvida é do jovem Wallace, que mora em Itaperuna (RJ) e está namorando uma moça evangélica presbiteriana. Ele conta que essa diferença religiosa tem “pesado muito no relacionamento”, mesmo sem terem brigado ainda por isso, mas que parecem seguir “caminhos paralelos que nunca vão se encontrar”. Ele assegura, porém, que a relação é “muito boa e respeitosa, marcada por uma grande amizade”. 

Wallace, Wallace… A primeira coisa a dizer a você é que é possível, sim, duas pessoas que creem, rezam e servem a Deus de modos diferentes se amarem. E quando a gente fala em amar, isso significa também respeito, porque a falta de respeito é o que leva ao fim de um relacionamento: estaria errada a sua namorada se não respeitasse a sua opção de fé; estaria errado você se não respeitasse a opção de fé que ela tem. Agora, a verdade é que se vocês acham difícil se amarem por causa da opção religiosa de cada um, então é melhor fazer o sacrifício de se separarem. 

Na verdade, meu irmão, eu tenho medo de que você ceda às pressões da sua namorada e se bandeie para a igreja dela, assim como temo que você a force a vir para a nossa opção de fé. Então, sejam maduros e conversem a respeito, pois a questão é séria. Por exemplo: você só poderá casar-se na Igreja Católica com o compromisso de educar seus filhos na fé católica. Assim, sua atual namorada só poderá se casar em nossa Igreja aceitando essa exigência. Se ela disser não, o casamento não se realiza. Diante disso, é preciso que você também entenda a futura posição dela como mãe: será que ela vai querer passar a nossa experiência de fé para os filhos que terão um dia? Olha que problema sério a enfrentar! Mas a decisão é de vocês e deverá ser tomada em plena consciência. O amor, porém, há de encontrar caminhos. Rezem juntos para isso, pois é preciso muita maturidade para manter um relacionamento assim. 

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