O Santo Padre permanecerá em Madri até terça, 9 de junho. A viagem seguirá para Barcelona e para as Ilhas Canárias, com encerramento previsto para 12 de junho.

Depois de quase duas horas de voo, o Papa Leão XIV, que partiu do Aeroporto de Fiumicino, em Roma, às 8h13 (horário local) deste sábado, desembarcou em Madri às 10h12. A capital espanhola está pronta para acolher o Pontífice, sucedendo as cinco visitas apostólicas de São João Paulo II e as três de Bento XVI ao país. Na primeira etapa da viagem, em Madri, Leão XIV seguirá posteriormente para Barcelona na terça-feira, 9 de junho, e, em seguida, para as Ilhas Canárias, em 11 de junho. A viagem apostólica será concluída no dia 12.
À espera de Leão XIV estavam o rei Felipe VI e a rainha Letizia — vestida de branco, como prevê o protocolo para audiências com o Papa —, além do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. Também participaram da recepção dom Piero Pioppo, núncio apostólico na Espanha e no Principado de Andorra, e o presidente da Conferência Episcopal Espanhola, dom Luis Javier Argüello García, arcebispo de Valladolid. O Pontífice cumprimentou as delegações ao longo do tapete vermelho e dirigiu-se, em seguida, ao Salão de Honra, acompanhado pela Família Real, para um breve encontro privado. Na chegada, foi calorosamente recebido por crianças que agitavam bandeirinhas da Espanha. O Bispo de Roma parou para ouvi-las e recebeu diversos presentes, entre eles uma imagem da Virgem Maria.

Na sequência, estão previstos o encontro com as autoridades, representantes da sociedade civil e membros do corpo diplomático. No final da tarde, o Papa visitará os colaboradores e assistidos do projeto social “CEDIA 24 Horas” e, à noite, participará da vigília de oração com os jovens na Plaza de Lima.
A saudação aos jornalistas e o apelo pela paz
“¡Muy buenos días a todos!”. Com estas palavras, pronunciadas em espanhol, Leão XIV saudou na manhã deste sábado, 6 de junho, os mais de oitenta jornalistas que o acompanham na viagem apostólica à Espanha. O voo papal decolou do Aeroporto Internacional de Roma-Fiumicino às 8h13, com destino a Madri, primeira etapa da visita que levará o Pontífice ao encontro de comunidades eclesiais, autoridades e fiéis do país ibérico.
Como acontece tradicionalmente nas viagens internacionais, o Papa dirigiu-se à parte traseira da aeronave pouco antes do pouso para cumprimentar pessoalmente os representantes dos meios de comunicação. O encontro, breve e cordial, foi marcado por apertos de mão, sorrisos e algumas perguntas sobre a atualidade internacional. Entre os temas mais sérios, também houve espaço para um momento descontraído. Ao ser perguntado, já a caminho da Espanha, se torcia pelo Real Madrid ou pelo Barcelona, Leão XIV respondeu sorrindo que torce “por todos os times”, provocando risos entre os presentes.

A Igreja tem uma mensagem para todos
“Esta é a primeira viagem de um Papa à Espanha depois de muito tempo, e pessoalmente estou muito feliz”, afirmou Leão XIV em sua saudação aos jornalistas. “É uma visita apostólica para encontrar os fiéis, celebrar a fé e anunciar a mensagem de Jesus Cristo, mas, ao mesmo tempo, para saudar a todos, toda a sociedade, porque a Igreja tem uma mensagem para todos, como acredito que tenha ficado muito claro na carta encíclica publicada em 25 de maio.”
Os jovens, mensageiros do amor de Deus
O Papa sabe que o entusiasmo dos jovens marcará de forma especial esta viagem. “Parece que haverá um grande número de jovens com todo o seu entusiasmo e acredito que, nesse sentido, compartilhando todos a alegria da fé, poderemos transmitir uma mensagem muito bonita”, destacou.
Uma mensagem que, acrescentou, deverá ser levada a Madri, Barcelona e às Ilhas Canárias, “para viver a fé e anunciar a mensagem do amor de Deus, da caridade e do respeito por cada ser humano”.
A atualidade internacional
Entre os temas abordados durante a conversa com os jornalistas esteve a guerra na Ucrânia. Leão XIV reiterou a necessidade de prosseguir com determinação pelo caminho do diálogo e da paz. O Papa também voltou sua atenção para a questão dos abusos, uma ferida ainda aberta na Igreja. Na noite de sexta-feira, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, confirmou que, durante a viagem, está previsto um encontro organizado pela Igreja local entre o Pontífice e algumas vítimas de abusos cometidos por membros do clero na Espanha.
Leão XIV dirigiu ainda um pensamento ao Líbano, reafirmando a atenção constante da Santa Sé à situação do país e os contatos permanentes mantidos com as autoridades religiosas locais. Respondendo a uma pergunta sobre o Irã e sobre o tema da guerra, o Papa recordou as reflexões desenvolvidas nos últimos anos pelo Magistério da Igreja acerca das profundas transformações provocadas pelas modernas tecnologias militares e pela crescente capacidade destrutiva dos armamentos contemporâneos.

O presente das monjas
Enquanto o avião sobrevoava o Mediterrâneo, a viagem era acompanhada também por um sinal discreto, mas significativo. Diversos mosteiros de clausura da Espanha decidiram sustentar espiritualmente a visita apostólica rezando um rosário por cada jornalista presente no voo papal. Cada profissional da imprensa recebeu uma coroa do rosário como presente das comunidades contemplativas, que confiaram à oração o trabalho daqueles que relatarão estes dias por meio de reportagens, fotografias, transmissões de rádio e serviços televisivos. Um gesto simples que une simbolicamente o trabalho da informação e a vida escondida da oração, duas realidades que frequentemente acompanham, cada uma à sua maneira, as viagens do Sucessor de Pedro. Ao Papa também foi entregue um desenho preparado pelos pequenos pacientes do Hospital Pediátrico Bambino Gesù.
Madri em festa
Enquanto isso, na Espanha, os sinos das igrejas de toda a arquidiocese de Madri repicavam para acolher a chegada do Pontífice. A capital espanhola recebe Leão XIV para uma das primeiras grandes viagens internacionais de seu pontificado. Entre palavras dedicadas à paz, o trabalho dos jornalistas e a oração silenciosa das comunidades contemplativas, a viagem rumo à Península Ibérica já ganhava vida durante as horas do voo.
Fonte: Vatican News




