Por que nem todos os padres fazem votos de pobreza?

Hoje respondo à dúvida da Maria da Silva, de São Mateus: “Padre, gostaria de saber se o voto de pobreza é feito por todos os sacerdotes? Fica a critério de cada um aderir ou não?”. 

Minha irmã, os religiosos, isto é, os padres que pertencem a uma ordem ou congregação religiosa, renunciam aos bens deste mundo, pelo voto de pobreza; renunciam à sua vontade para querer só o que Deus quer, pelo voto de obediência; e renunciam à sexualidade humana, para amar todas as pessoas com um amor maior. 

Os padres diocesanos não fazem votos. Eles fazem uma promessa solene de simplicidade de vida, obediência ao bispo e castidade, por meio do celibato. Mas sejam diocesanos, sejam religiosos, os padres são chamados a viver a pobreza, a obedecer ao superior, e renunciam à paternidade de poucos pela paternidade de muitos. 

Não vive bem seu sacerdócio quem não faz as três renúncias. Vale dizer também que nenhum padre renuncia ao amor. O celibato e a castidade são assumidos em função de um amor maior. 

Gostei da pergunta. Ela faz lembrar que ninguém é forçado a fazer um voto ou uma promessa. Votos e promessas são livremente assumidos. O sacerdócio que, para muitos, parece um fardo pesado é, na verdade, uma fonte de serena alegria. 

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