A Cleusa, de Guarulhos (SP), faz uma afirmação de fé, mas coloca uma dúvida: “Sei que não devemos adorar santos, mas ajoelhar-se diante de uma imagem de santo caracteriza adoração?”
Não, Cleusa! Não é adoração. É necessidade. Quando uma pessoa se ajoelha diante da imagem de um santo é porque precisa urgentemente da ajuda dele. Os santos são nossos companheiros. A nossa atitude de suplicar alguma coisa a eles de joelhos traduz a intensidade dos anseios da pessoa e não é uma adoração. Quanta gente, no desespero, cai de joelhos diante de outra pessoa, falando de suas necessidades? É assim que fazemos com os santos, nossos heróis, nossos companheiros, nossos amigos, nossos advogados. Quando a necessidade é muita, pedimos de joelhos a intercessão deles.
E isso é bem diferente de quando nos ajoelhamos diante do sacrário ou diante da hóstia consagrada. Lá está Jesus, e O adoramos, sabendo que Ele é tudo e, cada um de nós, nada; Ele é forte, somos fracos; Ele é Deus, merecedor da nossa adoração.
Eu quero lembrar a você, Cleusa, que nossas orações aos santos são sempre pedidos de intercessão. A Maria e aos santos, nós podemos falar de nossas necessidades, mas sempre pedido de que ela e eles intercedam por nós junto ao Senhor. Quem concede as graças não são eles. Eles pedem e Deus atende.
Você vai verificar isso nas orações das missas em louvor a Nossa Senhora e aos santos. A gente se dirige a Deus: “Senhor, nosso Deus… contando com a intercessão do santo… Senhor nosso Deus, pela intercessão de santo x ou y, ou de Maria, mãe do vosso Filho, nós vos pedimos isso e aquilo…”
Espero que tenha ficado claro, minha irmã. Fique com Deus.




