Entidades católicas portuguesas repudiam prender imigrantes

Há 1,4 milhão de refugiados vulneráveis e com necessidade de realojamento na Europa

Migrant Off shore Aid Station

Associações e organizações católicas portuguesas manifestaram o “mais veemente repúdio” ao plano do governo de deter os imigrantes sem documento em uma prisão de Oeiras, bairro de Lisboa. “Imigrar não é crime. A falta de documento não é crime”, dizem as entidades católicas, em comunicado conjunto lançado na sexta-feira, 18.

O diretor do Serviço Jesuíta aos Refugiados (SJR) em Portugal, André Costa Jorge, em declarações à Ecclesia, agência da Conferência Episcopal Portuguesa, por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, afirmou que Portugal tem mostrado um “profundo humanismo” na acolhida de imigrantes e refugiados. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), há 1,4 milhão de refugiados vulneráveis e com necessidade de realojamento na Europa.

“A sociedade civil portuguesa soube estar à altura do desafio, todavia, infelizmente, não foi assim em toda a Europa”, disse André Costa. A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), entidade criada pelo governo de Portugal, congregou “centenas de organizações, muitas delas da Igreja Católica”. Essas organizações acolheram cerca de 40 pessoas em 2015 e, no final de 2020, mais de 2 mil, segundo Costa.

Fonte: ACI Digital

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